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Briga com pastor Everaldo faz Bolsonaro mudar de partido para se lançar à presidência em 2018

Bolsonaro, que já cogitava trocar de partido há tempos procurando uma sigla onde tivesse maior influência, passou a utilizar o fato de que Everaldo foi mencionado na Operação Lava-Jato para tentar fazer sua troca de legenda (ele já havia deixado o PP de Maluf ao ingressar no PSC da bancada evangélica) minimizando os efeitos dos que veem nisso seu oportunismo eleitoral.

terça-feira 1º de agosto| Edição do dia

O pastor Silas Malafaia, presidente da Assembleia de Deus, no entanto, aconselhou que Bolsonaro ficasse no partido e tentasse conquistar os votos dos fiéis, independentemente da má fama do pastor Everaldo. “Eu falei para Bolsonaro que achava que ele tinha que ficar no PSC e conquistar o partido independentemente do Everaldo”, disse.

Sobre o partido novo de Bolsonaro, o PEN (Partido Ecológico Nacional), Malafaia diz ser arriscado por não ter muita influência entre os evangélicos. Além disso Malafaia não garante o seu apoio a Bolsonaro, pois admite estar dividido entre Bolsonaro e Doria para 2018, e acrescenta que o PEN é um partido “zero à esquerda no mundo evangélico, não tem nenhuma influência”.

Pode parecer uma jogada perigosa, mas Bolsonaro receberá o comando partidário e ocupará ao menos seis cargos na Executiva do partido, garantindo o espaço que queria conquistar e mostrando seu completo fisiologismo e carreirismo político. Dessa maneira ficam claras as intenções de Bolsonaro. Hoje o PEN tem apenas três deputados federais e 15 estaduais, porém a ida de Bolsonaro para o partido deverá trazer uma leva de filiados do antigo partido PSC.

“Está 99,9% fechado, estamos só esperando a assinatura do ‘casamento partidário’, afirmou Adilson Barroso do PEN. A assessoria do deputado confirmou que a troca está acertada, porém não concluída, além disse afirmou que apesar de não ter muita influência entre os evangélicos, fará uma campanha para arrecadação de votos para o novo partido.

"Não tenho entrada nenhuma, mas é natural que a gente vá a todos os segmentos, de todas as religiões, para mostrar que temos habilidade para gerir o Brasil, sem misturar política com religião", afirmou.

Essa afirmação de que esses pastores deputados não misturam política com religião é uma falácia e um absurdo, pois na prática esses pastores disseminam ódio nas redes contra a esquerda e são abertamente contra o direito ao aborto para as mulheres que morrem todos os dias na mão de carniceiros. O estado é laico, mas não para a bancada evangélica que quer transformar os dogmas de sua fé nas leis do país.




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