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Bretas vira alvo de julgamento por participação político-partidária com Bolsonaro e Crivella

O reacionário juiz Marcelo Breta, representante da Lava Jato no Rio, será investigado por suas participações junto a Bolsonaro e Crivella em atos considerados partidários.

sexta-feira 11 de setembro| Edição do dia

O TRF-2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região) vai julgar a conduta do juiz federal Marcelo Bretas, do Rio, por participar de eventos políticos ao lado do presidente Jair Bolsonaro e do prefeito do Rio, Marcelo Crivella. O julgamento está marcado para a próxima quinta (17).

Em fevereiro, Bretas foi com o presidente e Crivella à inauguração de uma alça na Ponte Rio-Niterói e a uma festa evangélica na praia.

A aproximação de Bretas, de olho numa vaga no STF, e Bolsonaro, que busca intervir no judiciário fluminense para se resguardar das investigações em torno dele e de seus filhos, expõe a falsidade da neutralidade do judiciário. No judiciário carioca, Bolsonaro busca domar os espólios da Lava Jato, empregando seu autoritarismo contra seus adversários, como no caso do também reacionário governador Wilson Witzel.

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Os trabalhadores não podem ter ilusões nas adversas alas do judiciário que buscam todas incrementar seus poderes autoritários. Contra a falácia da neutralidade do judiciário, é preciso defender que todos os juízes sejam eleitos, tenham seus cargos revogáveis e recebam o salário de uma professora.




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