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JUDICIÁRIO

Bretas da Lava Jato do Rio aplaude as ameaças do General Villas Boas

quarta-feira 4 de abril| Edição do dia

Após o general Eduardo Villas Bôas, comandante do exército brasileiro, ter publicado em sua rede social que "julga compartilhar o anseio de todos os cidadãos de bem de repúdio à impunidade", expressando seu objetivo de pressionar a decisão pela não aceitação do habeas corpus de Lula no STF, Marcelo Bretas, juiz federal responsável pela Lava Jato no Rio, compartilhou a publicação e aplaudiu as ameaças e chantagens do general. Os autoritários de toga dão os braços à farda.

A publicação de Villas Bôas teve repercussão e vários generais ecoaram a mensagem. Um deles, o general de exército da reserva Luiz Gonzaga Schroeder Lessa, chegou até a ameaçar o STF e os brasileiros com uma possível intervenção militar caso Lula se candidatasse e fosse eleito. Após a polêmica gerada pela publicação, então, Bretas teve que recuar e fez uma outra publicação afirmando que compartilha dos valores que estavam na mensagem do general, mas que não se pronuncia das insinuações que dela derivaram.

Fala em "democracia" mas prefere não falar sobre as insinuações rapidamente aplaudidas por defensores dos militares arbitrarem ainda mais sobre a política. O respeito à constituição burguesa, rasgada diariamente pelo judiciário no país e por um Bretas que gosta de posar para fotos junto da assassina CORE carioca e com fuzil em punho não parece ser dos grandes apreciadores de direitos civis. Coisa que pode se dizer do judiciário como um todo e não somente de sua ala "Lava Jato", seja com os 40% da população carcerária presos sem julgamento, ou com a generalização de práticas autoritárias como conduções coercitivas, delações premiadas.

O judiciário, mais uma vez, mostrou seu caráter golpista e reacionário, que foi exposto também quando a página oficial do TRF 4 curtiu a publicação totalmente repudiável. Por isso, não podemos ter nenhuma confiança nesses juízes que estão a serviço da continuidade do golpe institucional. É preciso que em cada fábrica, cada local de trabalho e estudo, cada escola tenha reuniões de base e assembleias democráticas onde os trabalhadores possam assumir em suas mãos a luta contra a condenação arbitrária de Lula e pelo direito do povo decidir em quem votar, contra o atentado da extrema-direita, por justiça para Marielle e contra todos os ajustes do governo golpista, em exigência às centrais sindicais.




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