Educação

13 DE DEZEMBRO EM BRASÍLIA

Bravos companheiros da UFMG e milhares de jovens e funcionários contra a PEC 55 e a truculência da polícia de Rollemberg

quarta-feira 14 de dezembro de 2016| Edição do dia

Mais de 2 mil pessoas se manifestaram contra a votação relâmpago feita pelo Senado que aprovou a PEC que congela gastos públicos por 20 anos. A polícia de Rollemberg [PSB] desfechou uma longa série de provocações violentas e era comentário geral que a ordem dada foi a de provocar a multidão, desde o início, com bombas, tiros e gases, para, em seguida, sair prendendo e batendo indiscriminadamente. Foi o que aconteceu, chegando às prisões de arma na mão de dezenas de estudantes, inclusive os que saiam já do ato e voltavam para seus ônibus e para a UnB.

Ao final eram em torno de 70 presos, ao menos, sendo mais da metade estudantes da UFMG que protestavam lado a lado com milhares de jovens e funcionários públicos na Esplanada. A primeira provocação do governo foi a de colocar uma barreira policial impedindo que os manifestantes pudessem se postar pacificamente no gramado diante do parlamento.

Dezenas de jovens e ativistas passaram a noite na carceragem da polícia civil sob pressão e aterrorizados.

A primeira providência dos delegados da polícia especializada foi a de enquadrar os presos na Lei de Segurança Nacional, dos “anos de chumbo”, na linha de “quadrilha organizada” de “terroristas” e jogar todos na carceragem “para apurações”; mais adiante tiveram que recuar e mudar a acusação. Mas a linha é conhecida: primeiro prende, depois interroga, em condições de truculência, cercados por brucutus armados por todo lado e, como ontem, somente podendo se alimentar quando a polícia quis permitir que advogados e parentes levassem alguma comida, na madrugada.

Claramente estamos diante de elementos de um “Estado de exceção” que trata de eliminar, na prática, o direito de manifestação, tendo semana passada, Temer e o governo do DF cogitado de fechar aquela Esplanada [maior praça pública de Brasília] contra qualquer ato público. Na prática já estão fazendo isso, ao criarem um perímetro, longe do Congresso, onde só se entra após minuciosa e humilhante triagem que impede, inclusive, o direito de usar uma máscara que sirva que de proteção contra os gases pimenta e lacrimogêneo que, em seguida, a polícia lança indiscriminadamente na multidão, como ontem.

Fica registrada a estimulante combatividade de toda essa juventude que resistiu aos sucessivos assaltos da polícia com suas balas, bombas, terror e prisões, o mesmo espírito de luta que se expressou mais adiante ao atravessarem aquela noite de carceragem com altivez e muitos deles, seguramente, aprendendo na própria pele alguns elementos da luta de classes. A reação é derrotada na medida em que mais e mais uma aguerrida juventude comece a desenvolver preocupações anticapitalistas e elementos de uma estratégia para vencermos o inimigo de classe.

Veja o vídeo abaixo:




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