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LAVA JATO

Braskem, mais um acordo de leniência que vai render bilhões e impunidade

A Braskem, petroquímica do grupo Odebrecht em sociedade com a Petrobras, informou nesta quarta-feira, 14, que assinou o acordo de leniência com o Ministério Público Federal do Brasil, o que na prática garante impunidade e mais dinheiro à Sergio Moro e aos procuradores da Lava-Jato.

quarta-feira 14 de dezembro de 2016| Edição do dia

A assinatura faz parte de um acordo global com Estados Unidos, Suíça e Brasil que prevê o pagamento de US$ 957 milhões ou cerca de R$ 3,1 bilhões para os três países. Cerca de R$ 1,6 bilhão será pago à vista e o restante em seis parcelas anuais corrigidas pela inflação. O valor está incluso no acordo de R$ 6,8 bilhões fechado pelo grupo Odebrecht.

A empresa foi envolvida na Operação Lava Jato com denúncias e investigações sobre acerto de preços com a Petrobras para a compra da principal matéria-prima, a nafta. Em recente delação que veio a público do executivo Cláudio Melo Filho, do grupo Odebrecht, também foi exposta a atuação da empresa com deputados e senadores para conseguir benefícios fiscais e energia elétrica mais barata por meio de medidas provisórias.

A companhia informa que está com capacidade de caixa para pagar a dívida em função de ter hoje o menor nível de endividamento dos últimos 12 anos. Sua relação de dívida com capacidade de geração de caixa está em 1,63 vezes, o que significa que apenas com seu caixa pode pagar toda a dívida em apenas um ano e meio.

Como já mostramos aqui, esses acordos de leniência são parte da indústria das delações premiadas de Sérgio Moro, que se utiliza delas para enriquecer os juízes e procuradores, já que pelo menos 10% do acordo vai para os procuradores da lava-jato, que se apropriam das verbas que deveriam ser restituídas aos cofres públicos e devolvidos à população.

Além disso, fica mais uma vez evidente que a operação é uma farsa e não vai punir os corruptos, já que esses acordos servem apenas para livrar as empresas e a Braskem se livrará de todos os processos em que foi citada na lava jato, pagando uma multa irrisória perto dos seus R$ 54 bilhões de faturamento anual.




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