Política

AUXÍLIO EMERGENCIAL

Brasileiros passam fome com a crise, mas Bolsonaro nega antecipação do auxilio emergencial

Querendo o fim da quarentena, e mostrando o total descaso com os trabalhadores informais e sem renda que sofrem no meio dessa crise. Bolsonaro revoga a antecipação da segunda parcela do auxílio emergencial que seria paga hoje pelo o governo.

sexta-feira 24 de abril| Edição do dia

Mais uma vez Bolsonaro deixa a população pobre a mercê da miséria. Nesta quarta-feira, 22, a antecipação da segunda parcela do auxílio emergencial que o governo federal está dando aos trabalhadores informais e sem renda, foi revogada pelo próprio governo. A parcela que deveria ser paga nesta quinta (23), havia sido anunciada pelo ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni na segunda (20). Hoje Bolsonaro disse ter sido revogado, pois foi sem a autorização dele. Mostrando como ele não se importa com os trabalhadores pobres que estão sofrendo com a miséria que está sendo imposta em meio a crise do Coronavírus.

Ontem mesmo, o Ministério da Cidadania voltou atrás e informou que a antecipação não iria acontecer devido à falta de recursos. sendo que o mesmo governo consegue ter recursos para dar mais de 1,2 trilhão de reais aos grandes bancos para salvar os seus lucros. Mas não tem recursos para pagar o valor de 600 reais, que ainda é um valor insuficiente, para que os trabalhadores e os setores mais precários do país não passe necessidades. De acordo com a nota divulgada pelo Ministério da Cidadania, as três parcelas do auxílio vão exigir um desembolso de 32,7 bilhões de reais, um número completamente inferior do que Bolsonaro libera para os banqueiros e capitalistas.

A alegação de falta de verba poderia ser resolvida se fosse taxada as grandes fortunas, para ter uma quantidade maior que pudesse inclusive aumenta o valor do próprio auxílio, uma vez que o necessário para uma cesta básica segundo a DIEESE é de 2000,00 reais, para que o povo não passe escassez no meio dessa crise. Assim como a anulação de todas contas que a população tem que pagar, e também o fim do pagamento da dívida pública, que retirar trilhões de reais dos cofres públicos, e que esse dinheiro poderia esta sendo usado para suprir a população que é obrigada a sair à rua para trabalhar e se arriscar em pegar o vírus.

Reivindicações como essas só podem ser conquistadas mediante a organização da classe trabalhadora, desde a base dos locais de trabalho. E não é pelas mãos de golpistas do STF e Rodrigo Maia que devemos agir, mas sim depositar nossas energias e forças na organização das trabalhadoras e trabalhadores. Só assim poderemos derrotar Bolsonaro, Mourão e os militares do governo, que querem aprofundar os ataques aos trabalhadores – sem nenhuma aliança com os governadores ou os golpistas do Congresso e judiciário – exigindo uma Assembleia Constituinte livre e soberana, para que o povo possa decidir de forma totalmente democrática os rumos do Brasil e para ter uma saída dessa crise na qual não seja os trabalhadores que pague por ela.




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