Economia

ESQUERDA DIÁRIO IMPRESSO

Brasil: 11,6 milhões de pessoas sem trabalho e crise social à vista

Evandro Nogueira

São José dos Campos

quarta-feira 3 de agosto de 2016| Edição do dia

O desemprego continua batendo recordes e para os otimistas só deve inverter sua tendência em 2018, sendo que esse ano ainda passará os 12%. Segundo o IBGE, as demissões superaram as contratações em mais de 530 mil vagas formais, sendo que só em junho foram mais de 90 mil vagas fechadas. O comércio lidera com mais de 250 mil demissões.

Já o rendimento médio dos trabalhadores cai na mesma proporção, chegando a 4,2% de baixa em comparação aos três primeiros meses do ano passado. A alternativa para pagar as contas e ter comida na mesa é a informalidade, que expressou alta de 3,9% na mesma comparação.

Apesar das notícias e expectativas, os patrões só voltarão a contratar quando tiverem certeza da melhora da economia. Para ajuda-los, o governo quer avançar na retirada de direitos garantidos na CLT e aumentar a terceirização, pois isso barateia a mão-de-obra.

Como o auge das demissões foi no meio do ano passado, até o momento muitos trabalhadores ainda contam com o seguro desemprego e o FGTS. Contudo, nesse segundo semestre esse respiro acabará e uma forte crise social virá à tona. Isso deve se expressar no aumento da criminalidade e violência entre a juventude, e no aumento dos índices de suicídios entre trabalhadores acima de 40 anos devido à solidão, perda de apoio familiar e sensação de impotência.

Contra esse grave cenário é necessário uma luta organizada pelos locais de trabalho, exigindo que as grandes centrais sindicais tomem à frente para barrar as demissões e garantir a redução da jornada de trabalho sem redução do salário, para que todos trabalhem. A próxima geração de empregos necessariamente será de muitos terceirizados em condições de trabalho precário, a única alternativa dos trabalhadores é sua organização para garantir a efetivação de todos os trabalhadores terceirizados e informais, barrar a reforma da previdência e os ataques à CLT, além de exigir aumentos salariais proporcionais à inflação a cada mês.




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