Sociedade

Bombeiros negam ajuda e expõe quase 60 vidas indígenas à morte

No último domingo (21), a comunidade de Tekoa Itakupé, lutou contra um incêndio criminoso causado por um balão que incendiou o único pedaço de Mata Atlântica na cidade de São Paulo. O mais escandaloso disso tudo é que em meio ao incêndio e a ameaça de morte aos integrantes da comunidade, o corpo de bombeiros negou seu auxílio.

terça-feira 23 de junho| Edição do dia

Os habitantes da comunidade trabalharam 14 horas para conter o fogo e salvar sua terra. Isso por que depois de muitos pedidos de socorro através de ligações, o corpo de bombeiros que compareceu a aldeia Tekoa apenas as 22h30, analisaram a situação e comunicaram a aldeia que não colocariam suas vidas em risco para conter o fogo. Ao negar ajuda aos habitantes de Tekos, colocaram em risco os aproximadamente 60 habitantes da aldeia, entre crianças, mulheres e idosos.

Além de não prestarem o serviço a comunidade se negaram a emprestar ferramentas para auxiliar a comunidade na contenção do incêndio, demonstrando a enorme crueldade que a casta militar oferece a população indígena.

A atitude do corpo de bombeiros no ultimo domingo é revoltante e deixa mais claro ainda a quem servem os bombeiros, os policiais e os militares. Deixam vidas expostas e não dão o suporte para o qual supostamente existem, isso porque para eles as vidas indígenas pouco importam.

Expõe também as politicas racistas dos governos, que além de permitirem atitudes criminosas como essa do corpo de bombeiros no último domingo, seguem com discursos demagógicos que escondem todo o ódio que direcionam aos indígenas, negros e diversos setores oprimidos da sociedade.

Não podemos esperar que sejam esses que nos salvem de incêndios, que investiguem homicídios, que deem respostas à crise, pois são exatamente esses que articulam todo o sistema para continuar nos matando, seja por negligencia, superexploração ou pelas da polícia. Somente uma saída independente dos trabalhadores e de todos os setores oprimidos poderá derrubar Bolsonaro, Mourão e os Militares e abrir os caminhos para uma nova forma de organização que coloque nossas vidas acima dos lucros e interesses capitalistas.

#VidasIndígenasImportam




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