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Bombeiros catalães defendem os colégios eleitorais contra a repressão do Estado

domingo 1º de outubro| Edição do dia

Os bombeiros de Barcelona se solidarizam em diferentes colégios eleitorais onde milhares de pessoas estão defendendo as votações desde o primeiro momento.

É importante lembrar que, diferentemente do Brasil, onde os bombeiros são militares e estão subordinados à hierarquia da polícia militar, no Estado espanhol não existe esse vínculo, e os bombeiros são parte da classe trabalhadora, sem nenhum mandato para repressão.

Os bombeiros, acompanhados também pelos companheiros de trabalho do País Basco, se dirigiram ao colégio Torrent d’en Melis no bairro do Guinardó de Barcelona para seguir garantindo a votação. Sua chegada foi aclamada pela multidão.

Salvador Lou, professor auxiliar do colégio e um dos ativistas que desde a última sexta-feira segue junto a centenas a defesa das instalações eleitorais, assinalava que a Polícia Nacional desalojava os colégios eleitorais com porretes e detinha as pessoas em furgões.

Ao mesmo tempo, Lou, militante também da CRT (Corrente Revolucionária de Trabalhadores e Trabalhadoras) denunciava duramente a resposta que está dando o Governo de Mariano Rajoy, com o apoio do PSOE e da formação Ciudadanos ante "algo tão elementar como a reivindicação do direito de decidir". Dizia também que "hoje se estão pisoteando todos os direitos e liberdades mais básicos na Catalunha" e que nos próximos dias "o povo catalão saberá dar uma resposta superior para conquistar o direito de autodeterminação e acabar com esta escalada repressiva".

Cabe recordar que os bombeiros já se ofereceram há poucos dias para "fazer um cordão de segurança a fim de garantir o desenvolvimento pacífico do referendo". A determinação do corpo de bombeiros de implicar-se ativamente na defesa do referendo catalão contra os ataques repressivos do Estado central são sem dúvida um exemplo a seguir e generalizar no conjunto da classe trabalhadora.




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