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Bolsonaro vai encerrar o "mais médicos" sob pressão da classe médica

O governo federal decidiu encerrar o Programa Mais Médicos e substituí-lo por um novo projeto, ainda em planejamento e que será apresentado pela gestão de Jair Bolsonaro, segundo informações de Mayra Pinheiro, responsável pelo programa, em entrevista ao EL PAÍS.

sábado 9 de fevereiro| Edição do dia

Apesar de prometer governar “sem o viés ideológico”, é exatamente isso que Jair Bolsonaro faz. Mesmo após Cuba anunciar sua saída do programa devido a ameaças do presidente [http://esquerdadiario.com.br/Apos-ameacas-de-Bolsonaro-Cuba-anuncia-saida-do-Programa-Mais-Medicos], algumas vagas ainda estavam sendo ocupadas por profissionais brasileiros. No entanto, após pressão de entidades médicas, o governo federal decidiu encerrar o programa e não abrir novos editais.

A decisão foi tomada quase três meses depois do fim da participação cubana no programa. Os profissionais contratados no edital que está aberto deverão cumprir seus contratos, que duram três anos, porém não haverá novas convocatórias. A decisão foi comemorada por Harmann Von Tniesehause, primeiro secretário do Conselho Federal de Medicina (CFM).

Os sucessivos adiamentos de prazos do edital atual já eram um indício da influência do lobby da categoria nos rumos do programa. O novo governo abriu um canal de comunicação direta entre o Ministério da Saúde e distintas entidades médicas, em sua maioria contrárias ao Mais Médicos. Estudam, agora, um novo programa com carreira federal para atrair profissionais aos municípios com baixa assistência, que em geral não geram interesse. Nenhum porta-voz do governo deu mais detalhes sobre como será esse programa.

Enquanto isso, cerca de 1400 vagas do último edital do programa ainda não foram preenchidas, mantendo a crise de assistência médica em diversos municípios do país. Essa crise faz parte do projeto político do clã Bolsonaro e da direita reacionária de sucatear a saúde e a educação no país para justificar suas privatizações. A classe trabalhadora de conjunto tem a força para impedir estes ataques ultra-privatistas de Bolsonaro/Guedes, mas precisa romper com a paralisia traidora das grandes centrais sindicais (CUT, CTB, UGT, FORÇA) que estão pensando nas eleições de 2022, dispostas a negociar e a rifar nossos direitos em nome das alianças eleitorais e do oportunismo parlamentar.




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