Política

ELEIÇÕES 2018

Bolsonaro vai ao Pará defender mais presença de militares contra os movimentos sociais

O pré-candidato do PSL, Jair Bolsonaro, vai visitar nesta quinta-feira (12) a cidade de Marabá, no sudeste do Pará, lado a lado com seu postulante a vice-presidente, o General Heleno Ribeiro Pereira, que foi comandante entre 2004 e 2005 das tropas brasileiras no Haiti.

quinta-feira 12 de julho| Edição do dia

A cidade é marcada pela repressão militar durante a ditadura na década de 70, contra a Guerrilha do Araguáia. No entanto o discurso de Bolsonaro e de General Heleno na ida para a cidade é apoiado na violência da cidade e do estado, além de uma aparição midiática frente às tropas do exército brasileiro na região. O principal ponto de visita do candidato da extrema-direita será a 23ª Brigada de Infantaria do Exército, e contará com a participação de todos os comandantes de quarteis de Marabá.

No discurso de Heleno, é fácil encontrar as razões políticas da visita para além dos eventos midiáticos com militares. Ele próprio e também Bolsonaro, reconheceram que a região não é de rotas do tráfico, nem de grandes conflitos com o crime organizado. Mas mesmo assim o general Heleno defende que é que uma região onde é necessário manter destacamentos das Forças Armadas, já que existem muitos “conflitos sociais e atuações de movimentos de reforma agrária”. Segundo ele, “politicamente, é importante manter uma tropa”.

A visita de Bolsonaro e Heleno marca uma posição política de ataque frontal aos movimentos sociais da região. Segundo o Jornal Estadão, na década de 1970, durante os enfrentamentos com as guerrilhas, a região dispunha de cerca de 2 mil soldados. Hoje, as políticas contra os movimentos sociais, principalmente pela reforma agrária, fazem com que o contingente de militares na região tenha quase dobrado. Mas além disso, segue marcando a estreita relação que Bolsonaro tem com os militares, desde seu apoio à Intervenção Federal no Rio de Janeiro, até a intenção de ter militares comandando ministérios, caso seja eleito. A candidatura de Bolsonaro representa o que há de mais reacionário, se colando com os militares como seu “salvo-conduto” para garantir o aprofundamento da submissão do Brasil ao imperialismo, e garantir a aplicação de ataques e ajustes contra a classe trabalhadora, a juventude e aos movimentos sociais.

Pode interessar:O que os candidatos presidenciais opinam sobre a fraudulenta dívida pública?




Tópicos relacionados

Eleições 2018   /    Bolsonaro   /    Movimentos Sociais   /    Forças Armadas   /    Política

Comentários

Comentar