Política

GOVERNO BOLSONARO

Bolsonaro tem reunião hoje com militares para ajustar a continuidade dos ataques golpistas

Bolsonaro chegou, sob forte esquema de segurança, acompanhado por um comboio de viaturas da Polícia Federal e por batedores da Polícia Militar, no Congresso por volta de 9h50 para participar de sessão e reunir-se com militares.

Cássia Silva

estudante de Ciências Sociais na Unicamp e militante da Faísca

terça-feira 6 de novembro| Edição do dia

Foto: Pablo Jacob/O GLOBO

No terminal da Base Aérea de Brasília, Bolsonaro e Mourão foram recepcionados pelo comandante brigadeiro Ari Soares Mesquita e pelo general reformado Augusto Heleno Ribeiro, indicado para participar do novo governo.

Ainda depois de se reunir com militares, na quarta, Bolsonaro deverá se reunir com o presidente que deu o golpe, Michel Temer. Certamente, essa reunião passará por reflexões de como continuar os ataques golpistas, já que disse que seria um importante passo aprovar a alteração da idade mínima da aposentadoria ainda esse ano.

Antes do início da sessão no Congresso, chefes se reuniram no gabinete de Eunício Oliveira (MDB-CE), presidente do Senado. Participaram Bolsonaro, Temer, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, e o vice-presidente da Câmara, Flavinho (PSB-SP).

Depois da sessão, segundo o Estadão, Bolsonaro deve se reunir com representantes das Forças Armadas. Ele quer fazer uma deferência ao setor e dar sinais de que a área terá importância em seu governo, ainda que poderá não ser poupada do ajuste do orçamento.

A previsão é que ele se encontre separadamente com o ministro da Defesa, general Joaquim Silva e Luna, e os comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica.

Provavelmente essa reunião se deve pelos desencontros discursivos entre Bolsonaro e os militares. O general Heleno, que já fala como ministro da defesa, declarou em entrevista que a aposentadoria dos militares e policiais tem que continuar a parte, como está a proposta do governo Temer que deixa os militares de fora.

Para levar a cabo a aprovação da Reforma da Previdência ainda esse ano, teria que se encerrar a intervenção no Rio de Janeiro e apaziguar a base parlamentar – o que exige uma primeira rodada de promessas de cargos nos ministérios e estatais.

Nem eles e nem nós temos tempo a perder. Enquanto os banqueiros, os generais e os políticos mais reacionários discutem a melhor forma de destruir a aposentadoria e nos fazer trabalhar até morrer, é urgente que a CUT e a CTB e todas as centrais sindicais iniciem imediatamente a preparação de um plano de lutas. É preciso organizar já reuniões por local de trabalho para armar toda a classe trabalhadora e barrar a aprovação da Reforma da Previdência pelo governo Temer, que serve para transicionar a continuidade dos ataques golpistas para o governo de Bolsonaro.




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