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POSSE DE ARMAS

Bolsonaro sanciona projeto de lei que intensifica assassinatos de indígenas e quilombolas

De volta à Brasília, Bolsonaro não perdeu tempo para sancionar o projeto de lei, após aprovação na Câmara, que amplia a permissão de posse de arma nas áreas rurais. Uma medida que acarretará no aumento de mortes no campo, principalmente no assassinato de indígenas e quilombolas e pelos jagunços do agronegócio.

terça-feira 17 de setembro| Edição do dia

No primeiro dia de retorno ao cargo, o presidente Jair Bolsonaro nesta terça-feira, 17, sancionou a posse estendida de arma de fogo em áreas rurais.

O projeto sancionado pelo presidente permite que residentes em área rural tenham assegurada a posse de armas de fogo em toda a extensão do imóvel rural. Na prática é o porte de arma para os fazendeiros, grileiros e madeireiros, uma licença para que o uso não fique restrito somente à sede da fazenda, mas que seja legal por toda a propriedade.

A medida se combina a outros ataques ao meio ambiente e à população indígena, como a PEC 187/16, que libera atividade agropecuária em terras indígenas, ou seja, torna legal a atividade econômica, tanto agropecuária como florestal, dentro do território demarcado.

Mais uma medida de Bolsonaro tomada em prol do agronegócio e contra os povos originários, parte da sua política de ofensiva contra as terras indígenas. Desde sua eleição Bolsonaro sempre se colocou integralmente contra a demarcação de terras indígenas, desejando submetê-las livremente a exploração capitalista, seja pelo agronegócio, seja pelas mineradoras. Incentivos que legitimaram a ação dos ruralistas e levaram a um explosivo aumento de queimadas na Amazônia, ganhando repercussão internacional e suscitando na maior crise do governo até então.

Contra essa política de ação predatória e ostensiva do capitalismo sob os recursos naturais, representada por Bolsonaro, e mesmo pelas nações imperialistas cujos líderes demagogicamente se colocam contra a devastação ambiental enquanto abrigam algumas das principais poluidoras do mundo; no dia 20 de setembro está sendo convocado uma greve global pelo clima.

Veja mais: O capitalismo destrói o planeta, destruamos o capitalismo




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