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CENSURA

Bolsonaro quer multar quem disser a verdade sobre seu racismo e homofobia

sexta-feira 17 de novembro| Edição do dia

Deputado federal e pré-candidato à presidência, Jair Bolsonaro (PSC-RJ) ajuizou uma ação no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo para que o apresentador e jornalista Marcelo Tas se abstenha “de voltar a usar adjetivos como racista, homofóbico ou similares” para qualificá-lo, sob pena de multa de R$ 10 mil a cada vez que fizer isso.

Além disso, pede uma condenação de R$20 mil em danos morais e o pagamento dos ônus de sucumbência de 20%, pelo teor de uma entrevista que Tas concedeu ao jornalista esportivo Rica Perrone.

Na entrevista, quando Tas contava que passou por uma fase de aceitação ao receber a notícia de que seu filho é trans, disse também que era importante discutir este assunto “porque tem muitos estúpidos aí, homofóbicos, alguns até tentando ser candidato a cargos importantes”.

Mais tarde, questionado sobre o teor do corte de uma entrevista de Bolsonaro ao CQC em 2011, Tas defendeu o trabalho de edição do programa.

Na ocasião, Bolsonaro disse que não corria o risco de ter um filho gay porque foi “um pai presente” e seus filhos tiveram “boa educação”. Afirmou também que não iria a um desfile gay se convidado porque não iria “promover os maus costumes, até porque acredito em Deus, tenho uma família, e a família tem que ser preservada a qualquer custo, senão a nação simplesmente ruirá”.

Na mesma matéria, perguntado por Preta Gil, filha de Gilberto Gil, o que faria se um filho namorasse uma negra, o deputado respondeu: “Preta, não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja, eu não corro esse risco e meus filhos foram muito bem educados, e não viveram em ambiente como lamentavelmente é o teu”.

Bolsonaro foi condenado na última semana, em segunda instância, a pagar R$ 150 mil ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDDD) por danos morais coletivos gerados a partir desta entrevista ao CQC em 2011.

fonte: Jota




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