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RACISMO

Bolsonaro quer de volta presidente que nega o racismo à presidência da Fundação Palmares

Bolsonaro afirma no Twitter que irá reconduzir Sérgio Camargo, que já afirmou que a Escravidão foi benéfica ao Brasil e que país vive Racismo "Nutella", à presidência da Fundação Palmares caso vença recurso contra seu afastamento judicial.

sábado 14 de dezembro de 2019| Edição do dia

Nesta sexta-feira (13) Bolsonaro postou no Twitter que irá reconduzir à presidência da Fundação Palmares Sérgio Camargo, afastado do cargo através de uma decisão Judicial do juiz federal substituto Emanuel José Matias Guerra, da 18ª Vara Federal de Sobral (CE), suspendeu o ato de nomeação do presidente no dia 04 de dezembro.

Na quarta-feira (11), havia sido publicado em edição extra do Diário Oficial da União que embora afastado, Camargo ainda pode assumir o cargo já que seu afastamento foi apenas para atender a ordem judicial e que isso não determinaria definitivamente que ele não poderia assumir. Bolsonaro também afirma isso em seu tweet que se caso ganhei recurso, o jornalista de direita que já afirmou que o Brasil sofre racismo “nutella” e que a Escravidão foi benéfica para o Brasil, voltaria assumir a presidência da Fundação Palmares.

Camargo já anunciou entre outros absurdos, que deveria acabar com o dia da consciência negra e sob sua gestão no Palmares essa data não teria peso nenhum suporte. Ainda afirmou que o dia é “uma data na qual a esquerda se apropriou para propagar vitimismo e ressentimento racial. Não é uma data do negro brasileiro. É uma data de minorias empoderadas pela esquerda, que propagam ódio, ressentimento e divisão racial".

Mesmo sendo negro e jovem, Camargo mostra ser mais uma figura de direita que nega a existência do racismo com seu discurso de ódio ao movimento negro e a esquerda. Assim como o próprio Bolsonaro faz que através desses discursos querem justificar as reformas e ajustes que irá atacar e precarizar a condição de vida da maioria dos negros, sem falar do aumento da repressão onde irá matar cada vez mais jovens negros nas periferias e favelas do país; assim como no recentemente massacre que ocorreu em Paraisópolis.

Veja também: No país de Marielle e Ágatha, Fundação Palmares tem presidente que nega racismo e ataca Zumbi

A herança escravocrata do Brasil, bem como o racismo, uma das faces mais monstruosas do capitalismo, segue fazendo vítimas todos os dias, tirando centenas de vidas e encarcerando milhares de outras. Os negros no Brasil de Bolsonaro são quem recebem os que sofrem mais com o desemprego, que recebem menores salários e ocupam os postos mais precarizados, como por exemplo, como entregadores em aplicativos como Rappi, Uber e iFood.
A luta contra o racismo é inseparável da luta contra o capitalismo, pois este foi responsável por fundar e até hoje se apoia nessa monstruosidade para garantir seus lucros, para dividir a classe trabalhadora e para que possa atacar ainda mais a nossa classe de conjunto. Os negros serão linha de frente no enfrentamento à Bolsonaro, ao Congresso, aos projetos miseráveis que os capitalistas querem nos impor.




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