Política

EXTREMA DIREITA

Bolsonaro quer dar autorização para policiais matarem manifestantes

No twitter, Jair Bolsonaro segue em defesa do projeto para legalizar a repressão, tortura e assassinato de todos aqueles que se colocarem contra os interesses da burguesia e do imperialismo.

segunda-feira 25 de novembro de 2019| Edição do dia

Jair Bolsonaro (ex-PSL) vem defendendo no twitter o seu criminoso e ultrarreacionário programa do novo partido que quer fundar, a Aliança pelo Brasil. Com destaque, o projeto de lei excludente de ilicitude para forças de repressão durante operações da GLO (Garantia da Lei e da Ordem), vem junto desse pacote de programa ultradireitista para o país.

Tal projeto daria a liberdade para todas as polícias e bombeiros reprimirem, torturarem e assassinarem todos aqueles que considerarem ameaça contra a "Lei e a Ordem". Essa tentativa de Bolsonaro de criação desse projeto vem com a intenção de torná-lo a face repressiva do Estado contra qualquer tipo de manifestação que vá contrária aos interesses dos capitalistas e imperialistas.

Apoiador do torturador Coronel Ustra e tendo como referência o sanguinário ditador Pinochet, Bolsonaro quer se tornar o representante da burguesia para legalizar o genocídio contra o povo pobre e em especial o povo negro; e a mão repressiva que ira calar e destruir qualquer tipo de manifestação de luta contra a precarização da vida da juventude e da classe trabalhadora.

Líderes dos partidos do centrão não aprovam a lei, fazendo demagogia alegando que não possuem acordo para essa licença para matar. Mas obviamente, não desaprovam o projeto em defesa aos manifestantes, mas sim porque temem em certa medida que isso poderia se voltar contra eles próprios.

Em seu twitter, Bolsonaro deixou clara a intenção que tem com o projeto, dizendo que a tropa da GLO não existe para fazer relações públicas. Ela existe para se impor a qualquer coisa que o Estado considerar como terrorista e contra a ordem burguesa.

Valendo assim, lembra aqui que quem define quem é ameaça ou não é o próprio Estado Burguês, que atua alinhado aos interesses imperialistas que querem que a classe trabalhadora e a juventude paguem pela crise que enfrenta o capitalismo.

Basta da classe trabalhadora e a juventude pagar com suas vidas pela crise internacional. É preciso lutar contra os ataques aos direitos democráticos. É preciso colocar um fim no genocídio do povo negro e da população pobre que vivencia uma profunda precarização de suas vidas. É preciso lutar contra esse Estado que quer garantir a legalidade para matar!




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