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Bolsonaro quer censurar os estudantes

Bolsonaro (PSL) entrou com um pedido formal ao Tribunal Superior Eleitoral para a retirada das matérias do movimento #EleNão das redes da UNE e que esta não possa utilizar sua imagem em futuras postagens, informou a Presidenta da UNE aos Jornalistas Livres

domingo 21 de outubro| Edição do dia

As eleições mais manipuladas da história recente que a cada dia ganham um ou mais novos capítulos, agora podem vir a censurar a União Nacional dos Estudantes, uma medida que não ocorria desde a Ditadura Militar. Bolsonaro entrou com um pedido junto ao Tribunal Superior Eleitoral para que todas as matérias sobre o movimento #EleNão sejam retiradas das redes da entidade, assim como esta não possa vincular sua imagem a futuros materiais.

Este fato se torna público apenas quatro dias após a denúncia da Folha de São Paulo que revelou um esquema de caixa 2 de Bolsonaro, nos quais empresários pagaram mais de R$ 12 milhões para disparar mensagens por whatsapp contra Haddad e favoráveis à Bolsonaro, um crime eleitoral, assim como o reacionário e anti-operário candidato já assumiu e frente ao qual o TSE adiou sua coletiva de imprensa e disse não querer criar “marola”, após retirar o direito da população de decidir em quem votar, e sequestrar 3,6 milhões de votos pela biometria, somado a numerosas manipulações orquestradas por todo o Judiciário, como a Lava Jato, e tuteladas pelas Forças Armadas.

É inadmissível esta tentativa de censura de Bolsonaro, nós da Faísca somos contrários a qualquer intervenção do Estado em qualquer entidade estudantil ou sindical. Quer censurar porque seu programa é escravista de destruição das condições de trabalho e ameaça acabar com os movimentos sociais, sindicatos e entidades estudantis. Junto às Forças Armadas e ao Judiciário, nos quer caladas. Nas últimas duas semanas pós primeiro turno, a juventude mostrou sua disposição de luta organizando assembleias, plenárias e como parte das manifestações que tomaram as ruas das principais capitais do país ontem. Ainda assim, a UNE, a UBES e a ANPG seguem apostando na saída eleitoral e dizendo aos estudantes que assim enfrentaremos e derrotaremos a extrema-direita, Bolsonaro, os Golpistas e as reformas, dando seguimento à trégua que se mantém desde abril de 2017 e que foi responsável por não derrotarmos Temer e a aprovação da Reforma Trabalhista, assim como a desarticulação das lutas durante os governos do PT. Votaremos críticamente no PT, mas exigimos que desde já a UNE e a UBES convoquem milhares de comitês de luta em cada universidade, faculdade, colégio, curso técnico, para que possamos nos organizar contra Bolsonaro, os Golpistas e as reformas. Somente os trabalhadores organizados, com a juventude ao lado, podem apontar para uma saída que realmente os enfrente.




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