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Bolsonaro promete "grandes parcerias" com líder antissemita e de ultradireita da Hungria

Bolsonaro começa aproximação com o líder de ultradireita da Hungria Viktor Orbán, conhecido por suas políticas antissemitas e seu discurso de ódio aos imigrantes e refugiados, e alega que terão "grandes parcerias para o futuro".

segunda-feira 19 de novembro| Edição do dia

Em entrevista realizada, o presidente eleito Jair Bolsonaro afirmou que conversou por telefone nesta segunda (19) com o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, líder de ultradireita, que é conhecido por suas políticas anti-imigração e seus discurso antissemitas. Bolsonaro disse que os dois países serão “grandes parceiros para o futuro”.

O reacionário de extrema direita ainda alegou na entrevista que a Hungria “é um país que sofreu muito com o comunismo no passado. É um povo que sabe o que é ditadura. O povo brasileiro não sabe o que é ditadura aqui ainda”. Bolsonaro nega a chamar o regime militar de ditadura, ao mesmo tempo que idolatra torturadores desde período da história brasileira, como o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, que foi acusado de ser responsável de centenas de torturas e de 376 mortes.

O ultradireitista Orbán é um dos políticos radicais nacionalistas na órbita do estrategista político americano Steve Bannon, que ajudou o Donald Trump em sua campanha eleitoral nos Estados Unidos, e também apoiou a candidatura de extrema direita do Bolsonaro aqui no Brasil.

O líder húngaro tem uma lista de uma série de iniciativas autoritárias que atentaram contra liberdade de imprensa, funcionamentos de organizações não governamentais e os direitos de migrantes e refugiados, sendo duramente criticado no cenário internacional. Bolsonaro defendeu o ultradireitista em suas políticas contra imigração, como também se mostrou contra a lei de migração e apoiou os ataques aos imigrantes venezuelanos em Roraima que foram expulsos do país e tiveram seus pertences queimados por grupos pró bolsonaristas.




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