ELEIÇÕES 2018

Bolsonaro promete ataques contra direitos humanos e defende agronegócio e privatizações

Cumprindo agenda eleitoral em Araçatuba (SP) nesta quinta (23) o candidato afirmou que ONGs de direitos humanos prestam um 'desserviço' ao Brasil. Exaltou o agronegócio e anunciou privatizações caso seja eleito.

sexta-feira 24 de agosto| Edição do dia

O candidato do PSL estava ontem cumprindo agenda eleitoral em Araçatuba, interior de SP quando disparou mais um discurso cheio de frases preconceituosas e reacionárias. Disse, por exemplo, que caso vença a disputa presidencial, deixará de repassar dinheiro da União para movimentos e organizações de direitos humanos, que ele classificou de "desserviço ao nosso Brasil". O presidenciável, como sempre, se apoia no discurso falacioso e completamente parcial sobre criminalidade e violência no país.

Além do discurso, ele também fez uma caminhada por ruas da cidade e visitou a Associação de Cabos e Soldados.

Em uma das falas, deixa bem claro o quanto liga a igreja e sua “moral” à suas propostas lunáticas: “Conosco não haverá essa politicagem de direitos humanos, essa bandidagem vai morrer porque não enviaremos recursos da União para eles. Em vez de paz, essas ONGs prestam um desserviço ao nosso Brasil. Precisamos de alguém sentado na cadeira presidencial que respeite a tradicional família brasileira, que tenha Deus acima de tudo, como lema nosso", afirmou Bolsonaro em cima de um carro de som durante a carreata. E não parou por aí. Sobre o agronegócio afirmou em entrevista coletiva: "é uma das poucas coisas na economia que está dando certo no Brasil". Completou afirmando que caso eleito, levará adiante proposta de que invasões de terras sejam classificadas como crime de "terrorismo" e mais uma vez prometeu fazer parcerias com a iniciativa privada para construir hidrovias e ferrovias para baratear o escoamento de safras agrícolas. Ou seja: ataques e mais ataques e privatização à vista.




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