Educação

GOVERNO BOLSONARO

Bolsonaro porta-voz da burguesia: para a educação, apenas cortes. Para banqueiros, lucro.

Nessa sexta-feira (17) Jair Bolsonaro publicou em seu Twitter uma sequência de postagens afirmando que existem apenas dois caminhos para evitar os cortes: “Ou imprime dinheiro e gera inflação, ou comete-se crime de responsabilidade fiscal”.

sexta-feira 17 de maio| Edição do dia

Em outro tweet, Bolsonaro tenta justificar os cortes de seu governo jogando a culpa para os governos anteriores, de Lula e Dilma, ambos do PT. “Temos trabalhado de modo a conter essas ações, necessárias pela herança dos rombos causados pelo desgoverno do PT, e manter, na medida do possível, a destinação dos recursos para áreas essenciais, mesmo com pouco dinheiro, mas existe uma realidade e não podemos extrapolá-la”, escreveu.

No início desse mês, em uma videoconferência, Bolsonaro declarou “É que não temos como pagar as dívidas que o Brasil tem, por isso esse contingenciamento”. O projeto para administrar a crise que Bolsonaro nos apresenta como a única alternativa possível é descontando a crise nas costas da juventude e da classe trabalhadora, por meio dos cortes na educação e com a reforma da previdência que, se aprovada, nos fará trabalhar até morrer.

O governo pede sacrifícios nossos e afirma que só existem essas duas saídas. O que escondem, no entanto, é que fazem isso para seguir pagando a infinita, ilegal e fraudulenta dívida pública que rouba o país e o entrega ao capital estrangeiro, enriquecendo um punhado de banqueiros e especuladores.

O governo já deixou explícito que quer fazer da educação uma moeda de troca ao afirmar que "os cortes podem ser revistos se a reforma da previdência for aprovada". A juventude, no entanto, mostrou sua enorme força no dia 15M, principalmente ao lado dos trabalhadores, mostrando que tem muita potência para seguir uma luta que coloque um programa dos de baixo e não nos faça ter que escolher entre estudar e se aposentar como Bolsonaro quer.

Precisamos unificar a luta contra os cortes na educação com a luta contra a reforma da previdência em uma só. É unindo forças que poderemos derrotar os ataques de Bolsonaro, impor o não pagamento da dívida pública e a garantia de um projeto de universidade e de educação que estejam a serviço da classe trabalhadora, e não das grandes empresas. Já foi marcado um segundo dia de paralisação nacional, 30 de maio.

Para que ele seja efetivo, no entanto, é preciso que a UNE, junto com as centrais sindicais como CUT e CTB, dirigidas pelo PT e PCdoB, chamem assembleias de base em cada local de trabalho e estudo, e que nelas sejam eleitos delegados que formem um comando nacional de mobilização e façam do dia 30 um grande dia de greve geral. Nossas vidas não estão em negociação e só com a unidade da juventude com a classe trabalhadora poderemos impor uma saída para que os capitalistas paguem pela crise!




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