Política

CASO QUEIROZ

Bolsonaro orientou Queiroz jogar celular no lixo e comprar outro, diz colunista

Novas informações divulgadas pelo jornal O Globo indicam que Bolsonaro, via emissário de confiança do presidente, teria orientado Fabrício Queiroz, ex-assessor de seu filho Flávio, a jogar o celular fora e comprar outro.

segunda-feira 4 de novembro| Edição do dia

O caso de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), vem tendo seus desdobramentos desde que estourou os possíveis envolvimentos da família Bolsonaro envolvendo cargos fantasmas, verbas sem explicação, e mais recentemente um áudio revelado pelo jornal O Globo onde Queiroz seguia envolvida com a família Bolsonaro, mesmo depois dos escândalos, negociando cargos e se articulando com a base do PSL.

Agora, novas informações reveladas na coluna de Lauro Jardim, no jornal O Globo, indicam que, entorno de um mês após os primeiros momentos das informações do caso Queiroz ter vindo à tona, o próprio presidente teria mandado um emissário orientar Fabrício Queiroz a jogar fora seu celular e comprar um novo.


À esquerda Flávio Bolsonaro, à direita Jair Bolsonaro e, ao lado de Bolsonaro, Queiroz

O ex-assessor é investigado por diversos crimes de corrupção e está intimamente ligado à família Bolsonaro, que se diz os “primeiros combatentes” da corrupção no Brasil, sendo inclusive um dos mais importantes motes utilizados em sua campanha, mas que vem sendo colocado em xeque desde os vazamentos envolvendo Queiroz.

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Queiroz é investigado por ligação a práticas de lavagem de dinheiro, peculato e organização criminosa no gabinete de Flávio Bolsonaro no período em que foi deputado estadual. Uma das principais suspeitas é que Queiroz fosse responsável por comandar um esquema onde os funcionários de Flávio Bolsonaro devolviam uma quantia em dinheiro de seus salários em troca do cargo em seu gabinete.

Após a aprovação da reforma da previdência pelo Governo, novas disputas ainda mais acirradas entre as diferentes alas do governo tomam o cenário político, ainda que mesmo aprovado um dos principais e mais brutais ataques contra os trabalhadores, os patrões exigem novos pacotes de reformas e ajustes para escoar a crise capitalistas para os trabalhadores.

As informações vazadas mostram que os diferentes atores políticos seguem praticando o que chamam de “velha política”, enriquecendo e organizando esquemas para si e para seus familiares nos anos de carreira pública.

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Não podemos confiar no judiciário golpista, com seus instrumentos como a Lava-Jato, que são utilizados para intervir no cenário político brasileiro, inclusive promovendo no país uma das eleições mais manipuladas onde Bolsonaro e sua trupe se elegeu.

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Os trabalhadores e a juventude, ao lado de todos os setores oprimidos da sociedade, precisam depositar sua confiança e sua força no terreno da luta de classes, organizando-se para combater os planos ajustadores e os ataques deste governo, bem como para responder as questões relativas à este regime sem nenhuma confiança nas instituições burguesas que, a despeito de suas divergências, seguem se unificando para fazer com que os trabalhadores paguem pela crise capitalista.




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