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Bolsonaro oferece vaga de vice para o golpista do escola sem partido e mafioso Magno Malta

Bolsonaro oferece vaga de vice à um dos maiores entusiastas do golpe em 2016, Senador Magno Malta (PR-ES), envolvido em vários casos de corrupção e declarações homofóbicas.

Douglas Silva

Estudante da UFJF

quinta-feira 22 de março| Edição do dia

Foto: Congresso em Foco

Depois de alugar o Partido Social Liberal (PSL) para se lançar candidato à presidência, Bolsonaro oferece vaga de vice à um dos maiores entusiastas do golpe em 2016, Senador Magno Malta (PR-ES), envolvido em vários casos de corrupção e declarações homofóbicas.

"Tenho conversado com o Magno não é de hoje. Acho um excelente parlamentar. E logicamente, se prosperar nossa ideia de disputar a convenção agora para presidente da República, o Magno Malta, se quiser somar conosco, da minha parte está fechado", afirmou Bolsonaro ao Estadão/Broadcast. "Já conversei com ele, mas não aprofundamos detalhes", disse ele.

O senador é o principal interlocutor de Bolsonaro no PR. O presidenciável, contudo, também tem boa relação com o ex-deputado Valdemar Costa Neto (SP), que, na prática, é quem comanda o partido. Os dois assumiram o primeiro mandato na Câmara na mesma época, em 1991, e foram colegas até 2005, quando Costa Neto renunciou ao mandato em razão do envolvimento no escândalo do mensalão, no qual foi condenado anos depois por corrupção e lavagem de dinheiro.

Para o PSL, a popularidade do reacionário presidenciável pode ajudar o PR a eleger o maior número de deputados federais, aumentando sua influência política e sua participação no Fundo Partidário.

A tentativa do deputado é, com a aliança, aumentar seu tempo na propaganda eleitoral no rádio e TV. O PR pode agregar cerca de 45 segundos ao tempo de Bolsonaro. Sozinho pelo PSL, ele teria menos de 10 segundos.

Um breve histórico do golpista Magno Malta

Uma breve passada pelo histórico de Magno Malta já nos permite perceber as grandes semelhanças com Bolsonaro. De criador do projeto “Escola Sem Partido”, entusiasta do golpe institucional de 2016, defensor da redução da idade penal aos casos de corrupção e crimes de ódio, os dois podem ser o par perfeito do reacionarismo desse regime degradado.

Magno Malta ingressou na política em 1993, quando foi eleito vereador, e em seguida deputado estadual e federal. Assim como Bolsonaro, o atual senador seguiu firme no carreirismo político alugando partidos como PTB, PL – onde foi eleito senador, em 2002 – para depois passar pelo PMDB, PSL e por fim no PR.

O senador que sempre se colocou como um “defensor da família” já esteve no centro de uma série de investigações envolvendo corrupção e declarações de ódio. Em 2011, já como senador, Magno Malta esbanjava sua homofobia contra o projeto de lei que buscava criminalizá-la, “se o projeto de lei 122, que excita a criação de um terceiro sexo, for aprovado, com dignidade de cristão, renuncio do mandato de senador”, dizia.

Como na família Bolsonaro, a corrupção também segue lado a lado na família de seu par para a corrida presidencial. Já que o irmão de Magno Malta também esteve no centro da corrupção que assolou o Ministério dos Transportes. Mauricio Pereira Malta foi emplacado no cargo de chefe da assessoria parlamentar da autarquia pelo senador Magno Malta, seu irmão.

Em 2014, em conversas obtidas pelo Jornal Folha de São Paulo, trechos de e-mails trocados entre diretores, assessores e funcionários de uma das maiores fabricantes de móveis de cozinha do país, a Cozinhas Itatiaia, sugeriam o pagamento de R$ 100 mil não declarados para o senador Magno Malta (PR-ES). Segundo as mensagens, além de ter recebido verba não declarada, o senador usou o avião da empresa em pelo menos duas ocasiões, em 2012 e 2013.

Se a aliança entre Bolsonaro e Malta se confirmar, serão a expressão do reacionarismo nesse regime degradado. Aliados no golpe que aprofundou os ataques contra os trabalhadores, agora seguirão firmes na corrupção e esbanjando todo ódio contra as mulheres, os negros e homossexuais.




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