GOVERNO BOLSONARO

Bolsonaro manda professora ler livro do torturador Ustra

Em mais uma demonstração de seu negacionismo histórico e desrespeito para com as vitimas da nefasta ditadura militar, Bolsonaro, em uma conversa com apoiadores enquanto se dirigia ao palácio da alvorada, recomendou que uma professora lesse o livro “A verdade sufocada”, do coronel e torturador Brilhante Ustra.

segunda-feira 30 de setembro| Edição do dia

A fala foi incitada por um estudante que estava no grupo e pediu que o presidente mandasse um abraço para uma professora “esquerdista”, nas palavras de Bolsonaro “Só ler. Depois ela tira as conclusões. Lá são fatos, não é blá blá blá de esquerdista não”.

O livro ganhou notoriedade após ser citado por Bolsonaro em seu voto durante o processo golpista de impeachment de Dilma Rousseff. Ustra, que é apontado pela comissão da verdade como responsável por 47 homicídios e sequestros, publicara o livro em 2006 como uma pífia tentativa de limpar sua imagem e dos militares assassinos e torturadores, justificando suas ações grotescas como necessárias para proteger a pátria contra a “ameaça comunista” e grupos “terroristas”.

Inúmeros historiadores e sociólogos questionam a confiabilidade do livro como documento histórico, nas palavras do professor de sociologia da UFPE, Luciano Oliveira: "Como livro de história, ’A Verdade Sufocada’ é uma nulidade. Como documento histórico, tem uma serventia: é mais uma confirmação de que, dentro do que costumo chamar de sensibilidade moderna, a tortura é uma ação que, independentemente dos seus resultados, cobre de opróbrio aquele que a emprega".




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