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CORONAVÍRUS

Bolsonaro lança campanha da morte: “Brasil não pode parar”

Negacionismo de Bolsonaro menospreza previsões de centenas de milhares de mortos se país não tomar medidas contra o coronavírus. Para o Governo, lucros dos empresários estão acima da vida.

sexta-feira 27 de março| Edição do dia

Imagem: Reprodução

Em publicação no Instagram, o Governo afirmou: "no mundo todo, são raros os casos de vítimas fatais do coronavírus entre jovens e adultos". A afirmação ignora que mesmo que seja baixa a taxa de letalidade nesses estratos, há sim uma parcela significativa de mortos e estes podem contrair a doença e passar adiante para seus familiares mais velhos. Ao contrário do que diz Bolsonaro, atletas não têm só uma “gripezinha”

"A quase totalidade dos óbitos se deu com idosos. Portanto, é preciso proteger estas pessoas e todos os integrantes dos grupos de risco, com todo cuidado, carinho e respeito. Para estes, o isolamento. Para todos os demais, distanciamento, atenção redobrada e muita responsabilidade. Vamos, com cuidado e consciência voltar a normalidade”. O governo gastará verba em publicidade de sua linha obscurantista, ao invés de garantir testes em amplas camadas da população.

Com essa linha genocida, Bolsonaro aprofunda sua diferenciação com a política dos governadores. O presidente vem se contrapondo a eles, seguindo de forma cega Trump, se mostrando um verdadeiro capacho. Desafia as evidências sobre o vírus e desafia todo restante dos trabalhadores e da classe média que batalha para conseguir minimizar os riscos de contágio. Ontem, esbanjando ignorância, afirmou “Na lotérica tem um vidro blindado. Não vai passar o vírus ali”.

Por outro lado, a linha dos governadores e do congresso também não é nenhuma alternativa para o país. Aprofundar o isolamento individual sem que hajam testes massivos para amplas parcelas da população é como navegar sem um GPS. Ou seja, temos essa tecnologia e o estado poderia girar todas as suas forças para realizar uma quarentena que seja racional, mas prefere seguir o método que ignora a tecnologia de colocar a todos em quarentena.

O dado de que 80% dos infectados pelo coronavírus confirma a necessidade de testar não só os que apresentam sintomas. Dessa forma, é possível obter uma capacidade superior de planejamento para todo o resto da economia que deve girar todos os esforços para que hajam leitos, mascaras e respiradores para os infectados. As fábricas e toda a capacidade produtiva do país precisam alterar sua produção para garantir a demanda, sob controle dos próprios trabalhadores.




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