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Bolsonaro já planeja alterações no Orçamento da União e começa negociar com parlamentares

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), e sua equipe econômica já planejam remanejar as verbas do Orçamento da União do próximo ano. A intenção é que os recursos que estavam destinados para “investimentos” atendam as áreas consideradas por estes como prioritárias, tal como, a segurança, em detrimento de outros setores que ele irá atacar, como saúde e educação.

segunda-feira 29 de outubro| Edição do dia

Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

Parlamentares do Partido Social Liberal (PSL) e sua base aliada estão negociando com deputados e senadores possíveis mudanças para o Orçamento de 2019. Isso ficou evidente quando um aliado de Jair Bolsonaro (PSL) procurou dias antes de ocorrer o segundo turno dessas eleições o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE) com o objetivo de analisar a viabilidade de alterações no Orçamento da União caso Jair Bolsonaro fosse eleito presidente.

A proposta da equipe econômica de Bolsonaro é que os recursos do Orçamento da União de 2019 que estavam destinados a investimentos em geral (R$ 27 bilhões) sejam remanejados para a área que o presidente eleito considera prioritária, a segurança pública.

A prioridade do seu governo declaradamente não é investir em educação, saúde e emprego. Ao contrário, Bolsonaro defende a privatização de dezenas de empresas estatais, a terceirização, a entrega do pré-sal ao capital estrangeiro, a cobrança de mensalidades na Universidades Federais, o corte de recursos para educação e saúde entre tantas outras medidas que são um ataque explicito aos trabalhadores, juventude e setores minoritários. Vale lembrar que Jair Bolsonaro votou a favor da PEC do teto dos gastos que congela os investimentos nesses setores para os próximos vinte anos. Assim como votou favorável a Reforma Trabalhista.

A concretização das alterações no Orçamento da União perpassa por uma série de acordos e interesses como, por exemplo, quem serão os parlamentares contemplados por R$ 14,7 bilhões em emendas parlamentares e os indicados para ocuparem cargos políticos nos distintos ministérios. O fato é que Bolsonaro não medirá esforços para promover as alterações que almeja, contemplar a sua base aliada, a bancada BBB (Bala, Boi, Bíblia), e os empresários que garantiram a sua vitória nessas eleições manipuladas pelo judiciário.

Só poderemos combater seriamente Bolsonaro com um programa que responda de forma radical às verdadeiras angústias da maioria explorada e oprimida do país. A única resposta radical e realista, é a que defenda a mobilização dos sindicatos e movimentos sociais para fazer retroceder o avanço autoritário e impor que os capitalistas paguem pela crise. Nós do MRT e do Esquerda Diário, que combatemos de forma independente do PT cada passo do golpismo, colocamos toda nossa energia nesse combate contra Bolsonaro, a extrema-direita, o golpismo e as reformas.




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