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Bolsonaro indica “amigo particular” para a gerência da Petrobrás

Bolsonaro se elegeu dizendo que ia acabar com a “mamata” de políticos que se beneficiam com dinheiro público, de partidos e sindicatos que utilizam essas mesmas verbas públicas para enriquecerem ilicitamente, mas sua atuação nos primeiros dias de governo mostram que ele não está distante destes métodos.

sexta-feira 11 de janeiro| Edição do dia

Imagem: Reprodução Facebook/ O Dia

Não bastassem as denúncias de crimes e fraudes cometidos pelos seus familiares e ministros, o presidente Bolsonaro acabou de indicar um “amigo particular” para assumir o cargo de gerência executiva de Inteligência e Segurança Corporativa da Petrobrás.

Em toda sua campanha presidencial, Bolsonaro insistiu que sua candidatura seria diferente de todas as outras, mais técnica e menos corrupta, tentando se distanciar da “velha política” da direita, marcada por escândalos de corrupção, nepotismo, políticos indiciados em processos criminais, etc. Ao contrário de todo esse lixo demagógico, o atual presidente não conseguiu se distanciar dessa política tradicional corrupta, e não foi à toa que indicou um amigo seu a um cargo de gerência executiva da principal estatal brasileira.

Seu amigo se chama Carlos Victor Guerra Nagem, Capitão-tenente da reserva da Marinha, também conhecido como Capitão Victor, filiado ao PSC (mesmo partido de Bolsonaro na época) tentou se eleger deputado federal pelo Paraná em 2002 e em 2016 disputou o cargo de vereador em Curitiba, saiu derrotado nos dois pleitos eleitorais. Na ocasião da última disputa eleitoral, Bolsonaro saiu em defesa do Capitão Victor dizendo que ele era seu “amigo particular” e que lutaria pelos “valores da família”.

Bolsonaro indicou o Capitão Victor não apenas por ser um reacionário defensor dos valores mais conservadores da sociedade brasileira, mas por ser seu amigo íntimo, ao contrário do que dizem, o PSL não consegue se distanciar na velha política e a indicação do amigo do presidente para o cargo na Petrobras deixa claro que Bolsonaro coloca seus interesses políticos e pessoais acima dos interesses dos trabalhadores e da população pobre, a quem este governo reserva uma série de ataques e reformas enquanto a burguesia segue lucrando como se não existisse crise.




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