Política

GOVERNO BOLSONARO

Bolsonaro gasta R$ 10 milhões em propaganda enquanto faltam leitos e respiradores no país

sexta-feira 5 de junho| Edição do dia

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

O secretário de comunicação da Presidência, Fábio Wajngarten, justificou o gasto de cerca de 50 filmes, publicidade em jornais, rádios, televisão, cinema, internet e outdoores, que superou R$ 14 milhões de reais, dizendo que a campanha que engloba todos os estados é para mostrar “como cada ato do governo beneficia diretamente o cidadão e faz mudar seu dia a dia para melhor”.

A Agência Pública fez uma apuração inédita com dados públicos e por meio da Lei de acesso à Informação (LAI) de que a Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom) em março e abril contratou em publicidade um valor de R$ 5,8 milhões para a campanha “Agenda Positiva” do governo. Dessa verba, 4 milhões de reais foram após a Organização Mundial da Saúde (OMS) ter declarado a Convid-19 como pandemia em 11 de março.

A Secom também contratou R$ 8,4 milhões para a campanha “Brasil no Exterior”, tudo isso porque o governo Bolsonaro com seu negacionista tem mostrado para o mundo descaso do governo diante da pandemia. Segundo o G1 que junto as secretarias estaduais hoje fez o levantamento dos dados, registrou 34.039 mortes provocadas pela Covid-19 e 615.870 casos confirmados da doença em todo o país. Esses números exorbitantes mostram nada menos que ultrapassamos o número de óbitos da Itália e o Brasil agora é o terceiro país com mais mortos pela Covid-19, ficando atrás dos EUA e Reino Unido.

Enquanto o governo Bolsonaro gastou milhões de reais com propaganda, milhões de trabalhadores informais, precários sofrem com os atrasos do auxílio emergencial, com o desemprego e a falta de leitos nos hospitais públicos de vários estados do pais.

Além desses valores absurdos destinados à propaganda do governo Bolsonaro, ontem por meio de uma portaria publicada no Diário Oficial da União assinada pelo Secretário Especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues Júnior, suspenderá o repasse de R$ 83 milhões ao programa Bolsa Família e destinará os valores para a comunicação institucional do governo federal. Essa medida atingirá grande parte da classe trabalhadora, principalmente pessoas pobres de regiões como o Nordeste.

Somente a organização dos trabalhadores desde a base nas suas categorias poderá impor uma saída diante deste governo que só tem ataque a oferecer e que coloca em risco a vida dos trabalhadores e mantém na miséria milhões de trabalhadores. É preciso impor a expropriação da riqueza dos grandes empresários, taxar a grandes fortunas que poderiam financiar os auxílios emergenciais com um valor digno de 2 mil reais. E somente com a força dos trabalhadores e sua organização podemos organizar uma mobilização pelo Fora Bolsonaro e Mourão, sem depositar nenhuma confiança no congresso e no STF. Confiando apenas na luta dos trabalhadores e da juventude, os únicos capazes de fazer com que sejam os capitalistas que paguem pela crise.




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