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Bolsonaro foge da imprensa internacional, mas assegurou Reforma da Previdência a investidores

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do governo Bolsonaro, o general Augusto Heleno, justificou a ausência não só do presidente, como de toda a comitiva brasileira do evento, devido ao “cansaço” de Bolsonaro. Nada mais que isso. Porém, mostrou plena disposição para deixar suas promessas de atacar as aposentadorias e entregar o páis.

quarta-feira 23 de janeiro| Edição do dia

Bolsonaro e sua equipe faltaram à coletiva de imprensa que estava prevista para ocorrer no Fórum Econômico Mundial em Davos. Com a crise que se abriu com filho Flávio Bolsonaro, que ligam seu nome às milícias e à execução de Marielle Franco, ex-vereadora do PSOL no Rio de Janeiro, Bolsonaro sabe que pode ser atingido e tratou de não dar brechas para ter que responder perguntas sobre esse caso. Além de, pela manhã, ter deixado claro que está disposto a rifar seu filho para que essa crise não respingue em seu governo.

Mas o ex-capitão, que alegou “cansaço” para fugir da coletiva, não deixou de usar seu tempo em Davos para ajoelhar aos investidores estrangeiros dizendo que vai fazer o que eles esperam, que como já dissemos aqui, é um plano de ajustes e reformas que tem a Reforma da Previdência, como uma das principais tarefas.

“A minha equipe sabe o que tem que ser feito” para o Brasil e para o mundo, “fazendo de verdade o dever de casa que passa pela Reforma da Previdência e de outras”, declarou Bolsonaro em almoço a investidores, dentre eles gerentes de grandes bancos e agiotas da dívida pública brasileira, como o Banco Santander.

Ontem, banqueiros e investidores, ávidos por um duro plano de ajustes e reformas, criticaram o discurso de Bolsonaro por não deixar mais claro que queria passar a reforma da previdência, mas hoje Bolsonaro tratou de reafirmar que seu compromisso é se ajoelhar ao ditames do Imperialismo e de fazer passar a reforma que quer fazer os trabalhadores trabalharem mais e até morrer.

Ao final, foi aplaudido por aqueles que não tem outro objetivo em Davos, um verdadeiro altar dos monopólios estrangeiros, senão um plano de ajustes e de ataques a nível internacional para descarregar a crise nas costas dos trabalhadores.

Paulo Guedes também discursa com o objetivo de mostrar confiança de que passará a reforma da previdência, a qual chama de “grande batalha”. Disse que seu objetivo é privatizar duas, ou três, grandes estatais, mas que é preciso escolher que batalha dará, já que a reforma da previdência encontra enorme resistência.

Para que essa grande batalha seja uma grande derrota ao governo Bolsonaro e possamos defender o direito à aposentadoria de cada trabalhador do país, enfrentando esse plano de ajustes do Imperialismo, é preciso exigir que os nossos sindicatos estejam a serviço de organizar um plano de luta sério, que coloque a energia das massas trabalhadoras, junto aos negros, mulheres e lgbts em ação, e não como faz a CUT e CTB, que dirigidas pelo PT e PCdoB seguem como estratégia uma suposta luta parlamentar que nada pode nos oferecer, senão a derrota.




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