BOLSONARO EM DAVOS

Bolsonaro firma aliança por política xenófoba com grupo anti-imigratório da União Europeia

Em Davos, Bolsonaro se reúne com Andrej Babis, primeiro ministro da República Tcheca, um notório defensor de xenófobas políticas anti-imigratórias na Europa Ocidental. Bolsonaro, que já propôs construir "campos de concentração" parar imigrantes venezuelanos, afirmou compartilhar das ideias xenófobas e racistas de Babis.

quinta-feira 24 de janeiro| Edição do dia

Foto: Alan Santos / PR

Jair Bolsonaro se reuniu com primeiro-ministro da República Tcheca, Andrej Babis, reconhecido por sua política xenófoba contra imigrantes, durante o Fórum Econômico de Davos, na Suíça. Babis afirmou ter posicionamentos muito similares à Bolsonaro, defendendo políticas anti-imigratórias de perseguição xenófoba: "Nossos países devem decidir quem vai viver neles. [No caso da República Tcheca], não é possível que contrabandistas decidam quem entra na Europa."

Babis, é lider do Grupo de Visegrad (V4), um bloco formado pela Polônia, Hungria e Eslováquia e República Tcheca, em oposição à qualquer política para receber imigrantes, como os sírios que fogem de seu país devido à guerra imperialista travada contra a Síria.

Assim como Babis e a política xenófoba contra imigrantes na Europa Ocidental, Bolsonaro já saiu em ataque aos imigrantes venezuelanos no Brasil, apoiando inclusive, políticas anti-imigratórias como de Donald Trump, que enjaulou crianças filhas e filhos de imigrantes ilegais nos EUA. Em meados de agosto de 2018, ocorreu um ataque brutal aos imigrantes venezuelanos em Roraima, na cidade de Pacaraima, onde há fronteira entre Brasil e Venezuela. O ataque que resultou em diversas barracas e pertences dos imigrantes queimados, e obrigou centenas deles a retornarem correndo para o lado venezuelano da fronteira, ocorreu em meio às eleições, e Jair Bolsonaro, na época candidato à presidência, defendeu a construção de "campos de concentração" para os venezuelanos, seguindo os passos de Trump nos EUA.

Veja: Bolsonaro diz que ONU deve criar "campo de concentração" para imigrantes venezuelanos

Ontem (23), a Venezuela sofreu um golpe de Estado sob evidente ingerência do imperialismo dos EUA, quando Juan Guaidó declarou-se presidente do país. Guaidó foi prontamente reconhecido pelo governo dos EUA, e logo em seguida, Bolsonaro saiu em defesa do golpista Guaidó, mostrando-se novamente capacho do imperialismo estadunidense.

A crise imigratória é uma das consequências da exploração nos países semicoloniais e dependentes, atacando diretamente a classe trabalhadora e povo pobre destes países, que se vê refém da guerra promovida pelos países imperialistas. Repudiamos as políticas xenófobas e racistas levantadas por Bolsonaro, que apoia o golpe de Estado na Venezuela e ataca os imigrantes que buscam refúgio no Brasil diante da profunda crise em seu país, bem como sua política entreguista, que subordina os recursos econômicos e riquezas do Brasil aos interesses de países imperialistas.

Políticas como de Jair Bolsonaro e Andrej Babis refletem o pensamento reacionário daqueles que visam dividir a classe trabalhadora. Rechaçamos fortemente todo ato de xenofobia, toda a ideologia reacionária que pretende dividir e enfrentar as forças da classe trabalhadora e denunciamos as classes dominantes e tais governos, que descarregam o peso da crise capitalista sobre os trabalhadores e povo pobre em todos os países.




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