ABSURDO

Bolsonaro faz piada com mortes no Brasil: “Sou Messias, mas não faço milagre”

Questionado por um repórter em frente ao Palácio da Alvorada nesta terça feira (28), sobre o número oficial de mortes divulgado ter ultrapassado 5.000 pessoas, Bolsonaro ironiza dizendo que nada pode ser feito enquanto morremos aos milhares sem testes e sem leitos de UTI

quarta-feira 29 de abril| Edição do dia

A frase absurda de Bolsonaro mostra a cara de pau da política dessa extrema direita em se colocar a todo momento no polo do negacionismo, afirmando se tratar de “apenas uma gripezinha” enquanto os trabalhadores e os setores mais pobres e precarizados do país, especialmente os negros, estão vendo seus familiares morrerem sem poderem fazer nada, sem saberem a causa exata e sequer terem direito à velório. São obrigados a trabalhar sem máscaras ou qualquer proteção, com corte de salário e ameaça de demissão – graças a MP da Morte do governo – não são garantidos testes em massa para a população e a subnotificação pode estar em até 15 vezes maior do que os números oficiais.

Sistemas de saúde por todo país começam a colapsar e casos grotescos como as valas comuns que vimos em Manaus, ou toda “elegância” de Doria e Witzel que preferem encomendar enormes frigoríficos para não desgastar sua imagem, são cada vez mais frequentes. Não bastasse isso a ampla maioria dos governadores tem adotado um discurso de que estamos lidando bem com a pandemia, que o pior está passando e devemos reabrir gradualmente o comércio e flexibilizar as quarentenas para salvar a economia!

Mais uma vez fica claro que independente do setor dos grandes capitalistas, verdadeiros parasitas que lucram com nossas mortes, que tenta se colocar como melhor gestor da pandemia – seja os militares que com sua mão de ferro sustentam o bolsonarismo cruel, seja os governadores com o congresso e o STF – seremos nós a sair perdendo sempre. Está mais do que na hora de apresentarmos uma alternativa independente que defenda os trabalhadores, a juventude e conjunto dos setores oprimidos em meio a pandemia.

O dia primeiro de maio deve cumprir com esse papel, mas o que se desenha por parte das maiores centrais sindicais do país dirigidas pelo PT e pelo PCdoB – CUT e CTB – será um palanque para concretizar a tragédia da frente ampla com a participação de Rodrigo Maia, Toffoli, Doria, Witzel e FHC. Não podemos nos colocar a reboque daqueles que querem arrancar nossas vidas pela ganancia e a sede de lucro.

Por isso nós, do Esquerda Diário e do MRT, temos levantado a necessidade dos setores que se reivindicam socialistas à defender uma política correta de Fora Bolsonaro e Mourão! e que chame a construção de um ato classista e independente como fizeram a CSP-Conlutas e a Intersindical. Reforçarmos esse chamado pela construção de um polo com independência de classe nesse momento!

Abrimos um debate também com os companheiros desses setores sobre que reposta devemos dar para a crise profunda do regime político Brasileiro, se por uma vez é correto e importante retirarmos Bolsonaro e Mourão, acreditamos também que o programa mais correto nesse momento é fazer com que o povo e a classe trabalhadora tome em suas mãos a luta contra a pandemia e as crises política e econômica, contra todo esse regime golpista. Que possamos defender com toda força uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana que dê conta de conquistar as demandas mínimas e elementares pra esse momento e também se chocar com o lucro dos capitalistas para que sejam eles a pagar pela crise, e não nós com nossas vidas com tem sido.




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