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AMAZÔNIA

Bolsonaro faz demagogia com defesa da Amazônia e acusa indígenas de queimadas

Querendo se passar por democrático em seu discurso na Assembleia Geral da ONU, Bolsonaro agradece a Trump por defender a soberania nacional em relação a Amazônia e combater os crimes ambientais enquanto acusa indígenas e ONGs de queimadas e da exploração da Amazônia.

terça-feira 24 de setembro| Edição do dia

Em sua fala Bolsonaro alega o compromisso de seu governo com o desenvolvimento sustentável e com a preservação ambiental. Mas como nós do Esquerda Diário temos mostrado desde o escândalo do “Dia do Fogo” que fez o céu de muitas cidades escurecerem de fumaça, Bolsonaro, o Agronegócio e o imperialismo são responsáveis diretos desse absurdo.

Culpando o tempo seco e a suposta “cultura indígena de queimadas”, o governo tenta esconder sua responsabilidade direta no caso, Ricardo Salles opera um verdadeiro desmonte da fiscalização e da preservação ambiental, enquanto Bolsonaro assina decretos e avança com projetos para favorecer os grandes latifundiário, destilando ódio contra os povos originários e querendo transformas terras indígenas em fonte de lucro, principalmente para o imperialismo dos EUA.

Acusando os indígenas de trabalhar para interesses estrangeiros o que há por trás é um discurso que legitima os brutais assassinatos operados pela polícia e pelas máfias das madeireiras ilegais e grileiros. Bolsonaro quer limpar sua cara perante aos outros países e fazer com que a corrida pelo lucro frente a crise econômica que se aprofunda com o novo cenário de recessão possa seguir legitimada perante a ONU.

O capitalismo degrada as condições de vida da maioria da população enquanto um punhado de capitalistas dividem o mundo entre seus interesses imperialistas. A Amazônia seguirá sendo palco de devastações e o planeta destruído nesse sistema de miséria e exploração. Apenas a classe trabalhadora pode defender um governo onde o meio ambiente em uma relação de harmonia com a sociedade possa garantir um futuro decente as novas gerações.

Em meio a greve mundial pelo clima que vai até esse dia 27, onde a juventude se levanta com força para defender seu futuro da barbárie capitalista precisamos defender a estatização sem indenização de todas as traders agrícolas, a liberdade de existência dos povos originários e suas terras contra os interesses dos capitalistas, uma reforma agrária radical que acabe com o latifúndio no país e a reversão de todos os incentivos estatais ao agronegócio para um plano emergencial de preservação e reflorestamento da floresta amazônica.




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