Política

APOLOGIA AO HOMICÍDIO

Bolsonaro faz apologia ao homicídio

segunda-feira 7 de novembro| Edição do dia

Publicado em 04/11 na página de Eduardo Bolsonaro, a imagem mostra o Deputado Federal e policial federal, ao lado de Artur do canal do Youtube “Mamãefalei”, armados com uma escopeta e uma pistola semi-automática importada segurando um cartaz com os dizeres “Eu pacificamente vou te matar”.

Nossa redação não pôde verificar se as armas são verdadeiras, no entanto as imagens e o cartaz bastam para ser enquadrado no Artigo 287 do Código Penal, que é o de apologia ao crime, e não seria a primeira vez que isto ocorreria com um Bolsonaro, já que seu pai Jair Bolsonaro foi réu no STF por incitação ao estupro e também por apologia à tortura. Uma coleção de infrações vindos destes defensores do fim dos direitos humanos, da “tolerância zero” e do gatilho fácil da polícia, que gozam da impunidade porque, no Brasil, o código penal é aplicado apenas aos negros e pobres, nunca aos ricos políticos da bancada da bala.

A ocasião da foto foi a gravação de uma entrevista para o canal “Mamãefalei”, cuja parte 1 tem duração maior que uma hora. Bolsonaro e Artur têm muito em comum: ambos defendem os principais projetos tocados pelo governo golpista como a PEC 55/241, a reforma do ensino MP 746 e o projeto escola sem partido. Bolsonaro à partir do posto de Deputado Federal para o qual foi eleito sendo um demagogo de direita, e Artur usando seu canal no Youtube “Mamãefalei” para criminalizar e incitar as invasões aos colégios ocupados pelos estudantes que são contrários às medidas. Artur foi até o Paraná prestar este favor ao golpista Temer e Beto Richa (governador local) junto ao MBL, veja na matéria completa do Esquerda Diário que entrevistou estudantes da escola.

Tal imagem, vinda de um deputado federal que odeia os LGBT, as mulheres, os negros, e que usa seu posto parlamentar para falar contra os movimentos sociais, criminalizando os sindicatos, não só serve de cobertura para a violência estatal contra a organização do povo pobre, como a invasão da escola do MST sem mandado ocorrida no mesmo dia, como ainda deve ser interpretada como a incitação para que seus seguidores tomem parte nesta mesma violência contra os trabalhadores e oprimidos, encorajados e apoiados pelo deputado.

Ambos jamais serão punidos por este ato. Além de contar com as bênçãos de Temer por defenderem arduamente a PEC 55/241, auxiliam o Judiciário a criminalizar as lutas de resistência aos ataques do governo. Judiciário este que já autorizou o corte de ponto, pediu aos reitores o fichamento dos grevistas e autorizou a PM a torturar estudantes de uma escola ocupada no DF. O autoritarismo destes que reclamam a exclusividade do uso da força para si mesmo e para os ditadores da toga só pode ser quebrado com a força dos estudantes se aliando aos trabalhadores, se organizando para proteger suas escolas dos ataques de Temer e de qualquer grupo violento da direita.

Leia também: MBL fracassa na tentativa de desocupação de escolas em Curitiba




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