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Bolsonaro é uma fábrica de mentiras: destrói o meio ambiente para lucro do agronegócio

quarta-feira 23 de janeiro| Edição do dia

Bolsonaro defendeu que o “Brasil é o país que mais preserva o meio ambiente”, em total negação com a realidade. Múltiplas evidencias atestam a ineficiência no uso dos recursos naturais no país, onde a devastação já atinge todos os biomas, levando a extinção de centenas de espécies e a destruição de paisagens únicas. O desastre de 2015 ocorrido em Mariana (MG) - que se estendeu até o litoral do Espírito Santo - é um exemplo de perdas incalculáveis, ambientais e socioeconômicas de toda a população que dependia do Rio Doce para sobreviver.

As próprias medidas do novo governo andam na contra mão do discurso em Davos. Não é nenhuma novidade que o governo de Bolsonaro está intimamente ligado aos interesses do agronegócio e da bancada ruralista.

Como já havíamos denunciado aqui, Ricardo Salles, o novo ministro do Meio Ambiente, nomeado por Bolsonaro, relativiza os dados sobre desmatamento ilegal - que chega a 85% só no estado do Mato Grosso – além de defender a rápida aprovação do projeto que flexibiliza a legislação sobre o uso de agrotóxicos conhecida como “PL do Veneno”.

Outra medida contra o meio ambiente por parte do novo governo foi a de retirar das atribuições da Fundação Nacional do Índio (FUNAI) a demarcação de terras indígenas passando-as ao Ministério da Agricultura cujo secretário responsável – o ruralista Nabhan Garcia – Já aponta para a revisão de demarcações tanto de terras indígenas quanto áreas quilombolas para desapropriação, que tambem já denunciamos por aqui. Isto porque estas áreas coincidem com áreas de conservação ambiental.

O discurso de Bolsonaro sobre preservação do meio ambiente em Davos é de pura demagogia, pois, é evidente que seu governo esta a serviço dos interesses dos latifundiário da agropecuária e das companhias mineradoras, nacionais e imperialistas. Tais interesses são antagônicos as demandas de preservação ambiental. Fala que a porcentagem de 29% de ocupação agropecuária é pouco perto do que o país tem a oferecer e assim mira em uma das principais florestas do mundo, a Amazônia, para permitir todo e qualquer desmatamento.




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