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QUEIMADAS NA AMAZÔNIA

Bolsonaro e o agronegócio querem dizimar a Amazônia e os indígenas, diz Marcello Pablito

Marcello Pablito, dirigente do Movimento Revolucionário de Trabalhadores (MRT), falou ao Esquerda Diário sobre a luta contra Bolsonaro e o agronegócio em defesa da floresta amazônica e os povos indígenas e quilombolas. Veja abaixo:

quinta-feira 22 de agosto| Edição do dia

O aumento de 82% das queimadas na floresta amazônica em um ano somado aos brutais assassinatos cada vez mais frequentes de lideranças indígenas deixam claro o plano de Bolsonaro e do agronegócio. Os trabalhadores precisam ser linha de frente para impedir o avanço desses planos.

Quem diz que o governo Bolsonaro é “ineficaz” está muito enganado. É um governo que tem trabalhado dia e noite, com rapidez e fúria, para atacar cada direito que nós temos. E um de seus objetivos mais importantes é fazer de tudo para auxiliar os latifundiários, o agronegócio, as mineradoras – setores capitalistas ultra predatórios que querem aumentar seus lucros ao custo de cada centímetro de floresta preservada nesse país, e cada gota de sangue dos povos indígenas que há mais de 500 anos resistem às barbáries que o capitalismo impõe nessa terra.

Não é à toa que esses canalhas foram a linha de frente do apoio de grandes setores da burguesia à campanha de Bolsonaro. Afinal, eles lembravam bem como já em abril de 2017 Bolsonaro vociferava contra os direitos dos povos quilombolas e indígenas, destilando todo seu imundo racismo e declarando querer acabar com cada centímetro de reservas no Brasil.

O Projeto de Lei 3.715/19 para legalizar as armas dos capangas dos latifundiários; a PEC 187/16, que libera atividade agropecuária em terras indígenas; a PEC 343/17 que permite que a FUNAI se associe a mineradoras e ao agronegócio para exercer essa exploração, sem falar em todas as bizarras declarações de Bolsonaro que autorizam cotidianamente o massacre de indígenas e quilombolas nos campos, ou chamando o MST de “organização terrorista”, são apenas algumas contundentes amostras de que essa é uma preocupação cotidiana do governo do PSL.

Os trabalhadores são a força social capaz de colocar um basta nessa barbárie que está destruindo a Amazônia e tirando vidas inocentes todos os dias. Aliados aos indígenas, aos quilombolas, à juventude, temos força suficiente para barrar os ataques dos capitalistas e de seu testa-de-ferro, Bolsonaro, e garantir que haja um futuro nesse país livre dessa exploração absurda e desenfreada que causa danos irreversíveis a cada dia. Por isso, chamamos todos às ruas nessa sexta-feira, 23, em todo o país, como uma primeira demonstração de nossa revolta, e que possa ser um estopim para a organização em cada local de trabalho, exigindo dos sindicatos e centrais que tomem essa luta pelo futuro da humanidade em suas mãos também.




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