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Bolsonaro e Sílvio Santos: dois reacionários que querem que trabalhemos até morrer

Bolsonaro participou neste domingo (05) no programa do reacionário aprsentador Silvio Santos no SBT. A participação foi curta mas o suficiente para Bolsonaro deixar claro que o seu governo irá fazer de tudo para aprovar a Reforma da Previdência para os trabalhadores trabalharem até morrer.

segunda-feira 6 de maio| Edição do dia

Neste último domingo (05) Bolsonaro participou do programa do Silvio Santos A reunião desta dupla de reacionários (o presidente ultra direitista e o apresentador e dono do SBT), foi curta e superficial, mas o suficiente para Bolsonaro destilar sua retórica ridícula em defesa da Reforma da Previdência, e de ataques à juventude negra e aos indígenas.

Bolsonaro foi o convidado especial do programa do Silvio Santos neste fim de semana. Em 30 minutos, a dupla de reacionários conversou superficialmente sobre a Reforma da Previdência, a crise nos estados, sobre demarcação de terras, o pacote “anti-crime” de Sergio Moro, a posse de armas, entre outros assuntos.

Quando entrou no tema da Reforma da Previdência, Bolsonaro falou da crise fiscal nos estados, e também voltou a usar argumentação antiga, de que “não existe dinheiro para nada” enquanto não for aprovada a Reforma.

Com discurso de pressão aos estados e municípios por um lado, e demagogia falaciosa com relação aos empregos por outro, Bolsonaro tenta esconder não só o fato de que essa reforma em nada vai colaborar com a geração de empregos, mas também de que serve ao interesse de aumentar o saque anual da fraudulenta e ilegítima Dívida Pública, escoando cada vez mais recursos do nosso país para a mão de banqueiros, e fortalecendo a dependência e a submissão da economia brasileira ao imperialismo norte americano.

Na última semana, Bolsonaro e seu ministro da educação, Abraham Weintraub, anunciaram diversos cortes na educação, declarando guerra aos estudantes e as humanidades em especial. Além de cortes bilionários já anunciados, Bolsonaro e Weintraub estenderam suas tesouras para as universidades e institutos federais, além dos anúncios de cortes nas áreas de sociologia e filosofia. Bolsonaro e o MEC terminaram por anunciar que os cortes de 30% não seriam necessários caso a Reforma da Previdência seja aprovada, condicionando seus ataques brutais à universidade ao nefasto projeto da reforma, com um discurso demagógico que a reforma resolve os problemas da crise e ao mesmo tempo fazendo chantagem, para negociar com as universidades.

Weintraub ainda foi mais demagógico e mentiroso ao colocar que era necessário agir para balancear os gastos públicos com educação, mas em nenhum momento coloca que é necessário balancear e cobrar dos bancos que devem milhões. O discurso de investir mais na educação básica é pura balela, pois todo ano são casos e casos de escolas sem merenda, sem uniforme, sem materiais essenciais. E na contramão do próprio discurso, no dia 4 desse mês foi anunciado um congelamento de repasse de 2,4 bi na educação básica.

Ao subordinar os cortes na educação à reforma da previdência, Bolsonaro e Weintraub tentam dividir os estudantes e os trabalhadores, para fortalecer tanto seu projeto de previdência quanto sua guerra ao movimento estudantil.

Mas em resposta temos que colocar de pé um movimento estudantil que tenha como ambição a audaciosa tarefa de se aliar a classe trabalhadora, fundir sua experiencia aos seus metodos de luta e exigir das centrais sindicais CUT, CTB, Força Sindical, assim como das entidades estudantil UNE, UBES, UMES que organizem assembleias de base nos locais de trabalho e estudo e coloque todo seu poder de mobilização para construir uma grande mobilização no dia 15 capaz de colocar a força imparavel desta aliança na rua e arrancar a anulação da reforma da previdencia e os ataques, para conseguir impor que os capitalistas paguem pela crise! ­­­­­­­­­­­­­­­­




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