Sociedade

AUXILIO EMERGENCIAL

Bolsonaro e Guedes parcelam auxílio dos trabalhadores, mas dão milhões para banqueiros

Em decreto, presidente e ministro da economia anunciam extensão do auxílio emergencial por mais 2 meses, mas dessa vez parcelado. No anúncio, Guedes afirma que governo não aguenta mais gastar 50 bilhões por mês - custo do auxílio, mas governo já gastou pelo menos 3 vezes mais para salvar empresários.

quarta-feira 1º de julho| Edição do dia

Governo de Bolsonaro, decide que vai manter auxílio emergencial por mais dois meses, julho e agosto, mas já deixa claro que não quer comprometimento com pagamento à vista, como se o sustento da classe trabalhadora pudesse ser parcelado.

Paulo Guedes, anunciou as mudanças na forma de pagamento do auxílio em uma cerimônia no Palácio do Planalto, da qual participaram o presidente Jair Bolsonaro, outros ministros do governo, os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), além de parlamentares e convidados.

Em manobra como admitiu Guedes, para ter uma aparência em que o auxílio “dure” mais e por conta da lei do auxílio não permitir um rebaixamento do valor de 600 reais em sua prorrogação, o mês de julho deve vir com uma primeira parcela de 500 reais e no fim do mês de 100 reais, enquanto agosto serão duas de 300 reais. Enquanto isso milhares sofrem com os atrasos recorrentes das parcelas já passadas.

“Todos sabem que se gastar gasolina demais, o tanque acaba mais rápido. Programas que poderiam se estender por mais tempo, acabam pressionando fiscalmente e você então tem que ceder. Ao invés de colocar R$ 600, de repente tem que colocar um número mais baixo para poder alongar mais. Se quer cobrir três ou quatro meses, precisa pagar um valor menor, senão o País estoura”, afirmou o ministro da economia.

Ou seja, o ministro admite, como já lutavam ele e Bolsonaro, que 600 reais são gastos demais para o governo, na época propondo 200 reais e agora não dizendo abertamente o valor que propõem diminuir. Ao mesmo tempo o governo garante aos empresários pelo menos três vezes mais auxílio que aos trabalhadores, o que nada garante os empregos desses setores como foi com a LATAM que ameaça demitir até 4000 trabalhadores entre aeroviários e aeronautas. Além de que, até abril foram gastos R$ 245,1 bilhões com a burguesia, e em previsão do Banco Central em liquidez para a iniciativa privada podem ser gastos até 1,274 trilhões até o fim do ano, além disso, um potencial crédito estimado em cerca de R$ 1,38 trilhões.

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É preciso uma saída independente para a classe trabalhadora. Para o enfrentamento dessa crise sanitária são necessários testes massivos para que assim a quarentena seja pensada e organizada de forma racional e consequente com a vida de todos. A burguesia hoje usa da pandemia para avançar nos ataques contra toda a classe trabalhadora, tendo como projeto atacar direitos, aprofundar a precarização, nivelando por baixo as condições de trabalho de todos.

Enquanto o governo paga os lucros para banqueiros e garante ataques para os patrões passarem por cima da vida da classe trabalhadora, as burocracias encasteladas nos sindicatos não permitem que os trabalhadores rompam com a paralisia e se levantem como uma só voz, assim como entregadores de Apps se organizaram internacionalmente para uma paralisação contra a degradação das condições de trabalho, que acontecerá no dia 1 de julho, com o grande apoio de amplos setores da classe trabalhadora, assim como dos metroviários em São Paulo que sofrem um profundo ataque do governo Dória.




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