Internacional

DAVOS: FÓRUM ECONÔMICO MUNDIAL

Bolsonaro e Guedes oferecem o que os monopólios em Davos querem: reforma da previdência para trabalharmos até morrer

terça-feira 22 de janeiro| Edição do dia

Em Davos, nos alpes suíços, está ocorrendo nesse momento o Fórum Econômico Mundial, encontro internacional que reúne lideranças de distintos países com o FMI e o Banco Mundial, em meio há mais de 10 anos de crise capitalista, a preocupação em Davos não é outra senão um plano de ajustes internacional para descarregar a conta da crise nas costas dos trabalhadores. O Brasil é uma peça fundamental para isso, e Bolsonaro está pronto para se ajoelhar ao Imperialismo e vender nossos direitos, a Reforma da Previdência é um dos mais importantes.

A preocupação com a Reforma da Previdência no Brasil já vinha sendo colocada por representantes do FMI, ontem Gian Maria Milesi-Ferretti, diretor adjunto do Departamento de Pesquisa do FMI declarou sobre a importância da Reforma, e sobre sua preocupação a que ela não passe no Congresso.

Mas a equipe de Bolsonaro, composta por Moro, Guedes e Ernesto Araújo está pronta para garantir ao Imperialismo a aprovação da Reforma que quer acabar com o direito de aposentadoria dos brasileiros, para que cada trabalhador trabalhe por mais tempo e até morrer.

Paulo Guedes em encontro com Dória, que também está em Davos, fez questão de garantir ao governador de São Paulo que essa é uma prioridade absoluta do governo federal e pedir o seu apoio para a aplicação. Quer garantir que os governadores dos Estados mobilizem suas bancadas para a aprovação da reforma da previdência, e tem em Dória um aliado fiel, que não só é responsável pelo ataque à previdência aos servidores municipais de São Paulo, mas também declarou em Davos que quer concretizar ataques à previdência dos servidores estaduais.

Dória também está no Fórum para mostrar São Paulo como um exemplo dos planos de ajustes a que o capitalismo internacional necessita. Garantir reformas, ajustes e privatizações para continuar pagando a fraudulenta dívida pública e submeter ainda mais países como o Brasil ao ditames do Imperialismo. Quando perguntado por jornalistas da Folha qual é a maior preocupação dos investidores em Davos com o Brasil, não hesitou em responder: “É de ordem econômica. A reforma da Previdência e a manutenção do projeto liberal do Paulo Guedes. Nesse universo de Davos, o Paulo é uma agente garantidor do Brasil.”

Paulo Guedes com seu projeto ultraneoliberal que garante reformas e privatizações atraiu para o almoço organizado pelo banco Itaú, cerca de 100 investidores estrangeiros, e também brasileiros como Bradesco e BTG. Representantes dos grandes monopólios imperialistas que estão interessados no que Guedes pode oferecer num verdadeiro saldão de vendas do Brasil.

A expectativa é que o discurso de Jair Bolsonaro que deve acontecer em breve e que será o primeiro discurso de uma liderança dos países presentes, tenha como centro garantir a aplicação da Reforma e desenvolver os planos de privatizações, ajustes, leilão do pré-sal que tem o ultradireitista.

Certamente governos e capitalistas internacionais estão unificados com o objetivo de descarregar cada um dos seus planos para aprofundar a exploração do trabalho a níveis gritantes. Mas encontrarão resistência e insatisfação popular no caminho em todo o mundo, como mostram os índices de rejeição da Reforma da Previdência no Brasil, os protestos em Davos, com os dizeres: “Não são bem-vindos” e os coletes amarelos na França que são um grande exemplo. Bolsonaro, Moro e Guedes estão em Davos para vender nossos direitos: que os capitalistas paguem pela crise!




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