Política

ESTADO ASSASSINO

Bolsonaro diz que "o exército não matou ninguém" após 6 dias de silêncio sobre 80 tiros

Jair Bolsonaro (PSL), após ficar em silêncio sobre o brutal assassinato de Evaldo Rosa pelas mãos do exército no Rio de Janeiro, afirmou que foi “apenas um incidente”, assim como fez capacho do imperialismo e cabeça da operação Lava Jato Sérgio Moro.

sexta-feira 12 de abril| Edição do dia

Bolsonaro permaneceu seis dias em silêncio após o extermínio do músico Evaldo Rosa dos Santos, de 46 anos, no último domingo, 7, quando o exército covardemente disparou 80 tiros de uma metralhadora contra o carro. Nessa sexta-feira, no entanto, em entrevista durante inauguração do aeroporto de Macapá, ele afirmou que o exército “não matou ninguém” e que a instituição não pode ser acusada de “assassina”. "O Exército é do povo. A gente não pode acusar o povo de assassino. Houve um incidente. Houve uma morte. Lamentamos ser um cidadão trabalhador, honesto", afirmou.

Na terça-feira, o porta-voz da Presidência da República, Ótavio Rêgo Barros, deu a única declaração em nome da Presidência: “O presidente confia na Justiça militar, no Ministério Público militar e, a partir desse pressuposto, ele identifica e solicita até dentro da possibilidade, já que há independência de poderes, que esse caso seja o mais rapidamente elucidado”. O presidente não se dispôs nem a se solidarizar com a família, muito menos se responsabilizou pela ação criminosa das forças militares, pelo contrário, ele reafirmou sua confiança e sua defesa irredutível daqueles que exterminaram Evaldo.

Relativizando o caráter criminoso dos 80 tiros que mataram Evaldo, Bolsonaro só deu uma declaração para reafirmar, da mesma forma que o pacote ‘anticrime’ de Sérgio Moro, que as forças de segurança terão carta branca para assassinar e executar a população negra e pobre das favelas no Rio de Janeiro e no Brasil. Para ele, não estando uma “família de bem” no veículo, ele está passível de fuzilamento.

Assim como o prefeito Crivella e o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, que afirmou cinicamente que não lhe cabe "fazer juízo de valor" sobre o assassinato, Bolsonaro e o golpista Sérgio Moro também têm suas mãos sujas de sangue negro e operário, derramado pelos militares.

Bolsonaro e seus asseclas, como o superministro Sergio Moro, vieram para dar carta branca para situações como essa e não há resposta por fora do combate ao estado assassino e racista burguês que sempre estará legitimando e dando impunidade ao policiais e militares em situações como estas, fortalecendo seus braços armados na pressão aos trabalhadores, responsáveis pelo extermínio da população preta e pobre no Brasil.




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