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Bolsonaro diz que irá manter Ministério do Trabalho mas não os direitos trabalhistas

Jair Bolsonaro resolveu dizer que voltará atrás de sua decisão de acabar com o Ministério do Trabalho e informou nesta terça-feira que a pasta não vai se tornar secretária vinculada ao ministério da Economia. Porém, manteve a promessa de reduzir ainda mais direitos trabalhistas do que Temer.

terça-feira 13 de novembro| Edição do dia

O comunicado se deu numa entrevista coletiva em Brasília, após ser questionado sobre o assunto. Nas suas palavras ’’O Trabalho vai continuar com status de ministério. Não vai ser secretária, não [...] ’Vai ser ministério disso, disso e Trabalho. É igual o Ministério da Indústria e Comércio, é tudo junto, está certo? O que vale é o status’’.

Na semana passada, depois do Bolsonaro afirmar que o Ministério do Trabalho seria incorporado a outra pasta, servidores protestaram na Esplanadas dos Ministérios, em Brasilia, e deram um abraço simbólico no prédio onde funciona o órgão.

Ele havia decidido que seu guru ultraneoliberal Paulo Guedes seria responsável pelas funções da antiga pasta do trabalho. Agora não está claro se seguirá diretamente em suas mãos.

Porém, mostra que o assunto não está fechado, que sua palavra tem valido pouco para se ter certeza do que ele prepara para o seu futuro governo, e que nada garante que opte por dar cabo ao Ministério do Trabalho.

Algo que não muda é a sua promessa de arrasar com os restos de direitos trabalhistas, propondo uma carteira de trabalho “verde amarela”, que não garante mais que os direitos impostos pela Constituição. Todo o resto o trabalhador terá “direito” de abrir mão caso seja essa a condição imposta pelo seu patrão em negociação individual, onde somente o patrão tem o poder da chantagem do assombroso desemprego no país. Será permitido corte nas férias, aumento abusivo na jornada de trabalho.

Um recuo que, por um lado, foi fruto da pressão desses servidores que se organizaram para protestar, mas que demonstra a dificuldade de Bolsonaro ser o carrasco dos trabalhadores que gostaria de ser, sabendo que terá que encarar uma das mais volumosas e poderosa classe trabalhadora.

Isso se, todavia, as centrais sindicais que controlam a maioria dos sindicatos do país, a CUT e a CTB, renunciem a sua política funcional a oposição parlamentar do PT e que os ataques aos trabalhadores passem sem resistência e comecem desde a já a organizar um plano de lutas contra a Reforma da Previdência e os ataques anunciados por Bolsonaro.




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