Política

PRIVILÉGIO DOS POLÍTICOS

Bolsonaro diz em vídeo que não abre mão dos privilégios que políticos recebem

sexta-feira 22 de junho| Edição do dia

Em vídeo que circula na internet, o reacionário Jair Bolsonaro, pré-candidato a presidência do Brasil, foi questionado por um dos seus apoiadores sobre qual política teria frente aos grandes privilégios dos políticos. Para responder aos questionamentos ele faz demagogia, perguntando se alguém acha que um deputado vai votar a favor de um projeto desse, que corta seus próprios privilégios. Escancarando como seu discurso radical, não tem absolutamente nada de radical contra a lógica de usar a política como um balcão de negócios daqueles que representam os interesses da burguesia.

Veja o vídeo a seguir:

Para piorar seu argumento, ele enumera quais são as condições dos deputados hoje, que recebem "apenas" 33 mil reais de salário mensal, tem 90 mil reais disponível para contratar funcionários e assessores, e mais 40 mil reais para gastar com avião, transporte, gasolina e almoço. Afirmando que "se é muito não sei, para mim é suficiente e não abro mão do que estou recebendo".

Não se espanta que um político como Bolsonaro tenha a cara de pau de dizer que todos esses privilégios não são muitos, num país onde o salário mínimo equivale a 954 reais, e cuja a renda média do povo trabalhador é de 2154 reais. Isso só comprova como na verdade Bolsonaro defende os seus interesses e dos grandes empresários capitalistas, que são totalmente opostos aos interesses da classe trabalhadora. Seu discurso está a serviço dos seus próprios privilégios como um parasita político, e de defender barbaridades em memória dos ditadores militares, pregando o ódio aos trabalhadores, aos negros, indígenas, as mulheres e LGBTs.

Desde o Esquerda Diário sempre combatemos todo e qualquer privilégio dos políticos. Para nós todo político deve ganhar o mesmo salario que uma professora, tendo como piso o salário minimo recomendado pelo Dieese (R$3752,65), e todo juiz e alto funcionário de Estado deve ser eleito e revogável.




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