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Governo desviou para programa de Michelle Bolsonaro R$ 7,5 milhões doados para testes

Doação de 7,5 milhões de reais realizada pelo frigorífico Marfrig para a realização de mais de 100 mil testes da Covid-19 em março foi desviado para o programa de Michelle Bolsonaro. O desvio do dinheiro teve seu término nas ONGs evangélicas de Damares Alves, repasse feito pelo programa Pátria Solidaria, liderado por Michelle.

quinta-feira 1º de outubro| Edição do dia

FOTO: EVARISTO SA/AFP

A doação foi feita no final de Março pela Marfrig, uma das maiores empresas de frigorífico do país. A empresa anunciou que faria essa doação para o Ministério da Saúde, para realização de 100 mil testes rápidos do coronavírus. A realização destes testes era recomendação da OMS, mas o governo Bolsonaro se negou desde o começo da pandemia a tomar medidas que garantisse testes para a população.

Contraditoriamente, ao mesmo tempo que fez doação para a realização de testes massivos, a empresa manteve seu funcionamento durante toda pandemia, obrigando os seus funcionários se deslocarem até seu local de trabalho, enfrentando o risco da contaminação do Covid-19 diariamente. Enquanto para a maioria da população o número de desemprego disparou, o frigorífico teve melhor desempenho do ano na Bolsa e disparou 28,11%.

O governo Bolsonaro, com a sua política negacionista, desviou dinheiro que foi doado para o combate ao coronavírus para um programa Pátria Solidária, liderando pela sua esposa Michele Bolsonaro. O dinheiro além de representar 70% do total do repasse para o programa, teve fim último instituições missionárias evangélicas ligada a ministra Damares Alves.

A Marfrig afirmou para a Folha de São Paulo que foi consultada depois que o repasse já tinha sido realizado. Perguntaram se o dinheiro poderia ser destinado a auxiliar os pequenos negócios, que sofreram com a pandemia, o que foi um acordo, porém o dinheiro fosse destinado a ONGs evangélicas de Damares.

A política negacionista do governo Bolsonaro durante a pandemia é responsável por mais de 140 mil pessoas pela doença, com posicionamentos que não garantiam o mínimo, como testagem da população para um isolamento social mais científico. Esse desvio mostra como a prioridade do governo passa longe de colocar as nossas vidas em primeiro lugar, o que fica ainda mais nítido com o fato de Bolsonaro ter sido contrário à quarentena desde o início, deixando a grande parcela dos trabalhadores para enfrentar o risco de contrair a doença à própria sorte, sem garantir nenhum tipo de prevenção adequada para a população pobre.




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