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Bolsonaro deixa CNPQ sem editais de pesquisa até outubro para pagar votos de deputados

quarta-feira 24 de julho| Edição do dia

Por falta de verbas, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) suspendeu até o dia 30 de setembro a concessão de novas bolsas de pesquisa.

De acordo com a assessoria de comunicação do CNPq, o conselho conseguia atender o segundo cronograma com recursos adicionais em relação ao previsto originalmente. No entanto, "para este ano é preciso aguardar a situação orçamentária".

O edital lançado em 2018, contemplou 781 projetos no primeiro semestre, sendo 648 no país e 133 fora do Brasil. Previa a liberação de R$ 60 milhões para alunos de pós-graduação atuarem, durante o ano todo, no Brasil e no exterior. A primeira fase do edital que agora foi suspenso consumiu no primeiro semestre de 2019 R$ 51 milhões do valor total de R$ 60 milhões.

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Os pesquisadores que aplicaram para o segundo semestre devem ficar sem financiamento. As bolsas em andamento também correm risco de não serem pagas a partir de outubro.

No ano passado, com os cortes do governo golpista do Temer, o CNPQ já tinha anunciado que a diminuição do orçamento impediria a agencia de bancar o financiamento de projetos científicos e fomento bolsas de estudo, após Setembro de 2019. Esse ano a política de desmonte da ciência e pesquisa no Brasil, de Bolsonaro e seus ministros é ainda mais profunda e atrasada Em Abril, anunciaram um novo corte no já reduzido orçamento do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), ameaçando o pagamento de bolsas de estudo e a produção científica brasileira. Junto com esse ataque, veio o anúncio do contingenciamento de 42% das verbas das federais.

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Centenas de milhares de jovens e trabalhadores, no país todo mostraram suas forças nos dias 15 e 30 de maio e 14 de Julho. Esse completo desmonte da ciência nacional e da universidade pública, estão em benefício dos grandes capitalistas dos laboratórios e da educação privada em detrimento das necessidades da população e do avanço da tecnologia do país, tal como é a proposta agora do Future-se.

O movimento estudantil que mostrou sua força no 15M e no 30M pode voltar novamente à cena no retorno das aulas. Os DCE e entidades de base podem preparar um forte retorno às aulas com assembleias e exigir uma coordenação nacional das mobilizações estudantis contra esse governo reacionário e esses novos ataques. E batalhar para que as direções da UNE e da CUT e CTB parem de dividir as lutas como vêm fazendo até agora, separando a juventude da luta dos trabalhadores, como fizeram com a Reforma da Previdência e os cortes, e que chamem um plano de lutas pra derrotar todos esses ataques.

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