Política

MORTE DE FIDEL

Bolsonaro, defensor da ditadura militar, comemora a morte de Fidel Castro

Bolsonaro comemora com a cara de pau de falar em nome de liberdade, ele que defende a tortura e assassinato. Sua crítica à Fidel é dirigida aos direitos conquistados pelos trabalhadores pela revolução Cubana. Ele comemora, porque se depender dele Cuba ainda seria um quintal dos Estados Unidos, como era antes da revolução com a ditadura de Fulgêncio Batista.

Guilherme de Almeida Soares

São José dos Campos

sábado 26 de novembro| Edição do dia

Pulando seus elogios à ditadura e à tortura, hoje Bolsonaro comemorou a morte de Fidel Castro em nome de sua suposta defesa da liberdade. Fidel Castro faleceu hoje aos 90 anos de idade, Jair Bolsonaro publicou na sua pagina no facebook um video comemorando a morte de Fidel Castro. Nas suas palavras (que constam neste video):

’’Um super bom dia a todos, afinal de contas Fidel Castro morreu. Surpreendente. O seu irmão anuncia a cremação do corpo para logo mais. Queimar por que, Raul? Se ele está ardendo nas profundezas do inferno. Fidel Castro, um grande exterminador de liberdades e promotor da miséria do mundo todo, certamente terá, ao lado de ídolos do PT, PCdoB e do PSOL, uma estádia eterna nas profundezas do inferno. Novamente um bom dia a todos’’.

Na descrição do vídeo postado em sua pagina do facebook, Jair Bolsonaro ainda escreveu ’’Fidel Castro morreu ... o exterminador de liberdades e promotor da miséria se foi. O mundo democrático deseja-lhe estadia eterna nas profundezas do inferno".

É impressionante o nível de cinismo de Jair Bolsonaro. É de dar ânsia de vômito ver o notório defensor da ditadura militar brasileira que fez homenagem ao Brilhante Ustra, mas também o mesmo deputado que afirma junto a outras personalidades reacionárias que precisamos ’’combater a ditadura gay’’ no Brasil postar um vídeo criticando alguém de ser ’’um exterminador de liberdades’’ e falando em nome do ’’mundo democrático’’.

Para Jair Bolsonaro, a ditadura militar que de acordo com as suas próprias palavras cometeu o erro de ter torturado e não matado é democrática. A ditadura militar que em nome de defender o lucro dos grandes empresários e atacar os trabalhadores, retirou na época importantes direitos democráticos como a liberdade de expressão e manifestação, torturou e matou, um baluarte dos direitos democráticos segundo as lentes de Bolsonaro. Pois para Bolsonaro, os militares só fizeram o que fez em nome de combater o ’’comunismo’’.

Trata-se do deputado que não tem vergonha de falar em rede nacional que ’’Eu sou favorável a tortura ’’ e quando questionado se fecharia o congresso nacional caso fosse eleito presidente, ele responde ’’não há menor dúvida, fecharia o congresso nacional no mesmo dia, não funciona e tenho certeza que pelo menos 90% da população iria fazer festa e bater palmas’’.

Não é de se estranhar, que Jair Bolsonaro tenha comemorado a morte de Fidel Castro. Apesar de todas as contradições da revolução cubana, como o surgimento de uma burocracia, que trabalhou e trabalha pela restauração do capitalismo na ilha. Defendemos a revolução cubana e sua defesa só é possível mediante um combate aos privilégios da burocracia castristas.

Fidel foi uma figura controversa. Odiada pelo imperialismo yankee. Ocupa sem sombrar de dúvidas um lugar na história. Deixa como legado resistir a todas tentativas imperialistas de matá-lo e derrubá-lo, mas também deixa como legado e morreu apoiando um Cuba asfixiada pela burocracia e ameaçada pela restauração capitalista que avança sobre as conquistas dos trabalhadores e camponeses e sua revolução em 1959.

Quando Bolsonaro comemora a morte de Fidel Castro, ele não está se colocando contra a burocracia de estado cubana mas sim contra os direitos conquistados pelos trabalhadores e camponeses, pela revolução Cubana. Ele comemora, porque se depender dele Cuba ainda seria um quintal dos Estados Unidos, como era antes da revolução com a ditadura de Fulgêncio Batista.

Ao mesmo tempo que precisamos rechaçar figuras como Bolsonaro, Donald Trump e outros reacionários que comemoram a morte de Fidel Castro, também precisamos lutar em defesa daquela revolução cubana com outra estratégia que não a de Castro.




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