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Bolsonaro corta auxílio emergencial pela metade e dá 300 cargos de presente para o centrão

segunda-feira 8 de junho| Edição do dia

O general-ministro da Saúde, que nem sequer tem formação médica, omite dados da pandemia, confunde a população com o intuito de dizer que a pandemia está controlada, ou que os números de mortes vêm reduzindo. Enquanto acumulam-se mortos, governo aprova redução do auxílio emergencial para R$ 300; a catástrofe da militarização e do neoliberalismo. A outra proposta, de Paulo Guedes, era da redução para R$200,00 em 3 parcelas.

Ao mesmo tempo, Bolsonaro lançou o maior leilão de cargos da história da nova republica, oferecendo mais de 300 cargos para o centrão, na realidade 325 segundo o levantamento do O Globo.

Nos últimos 3 dias, o portal do Ministério da Saúde atrasa o número de mortos para que não sejam noticiados nos jornais televisivos mais tradicionais, para que menor seja o número de pessoas a conhecer os números de mortos divulgados, que, diga-se de passagem, não contém o contingente de subnotificações, tudo isso a um pretexto de melhorar as técnicas de contagem. É uma velha estratégia da própria Ditadura Militar, que encobriu com eficácia os números de mortos pela epidemia de meningite, que ocorreu nas décadas de 70 e 80, ou seja: não há dados, não há mortos.

Se alia a isso a redução do auxílio emergencial de R$600 a R$300, por mais dois meses, proposta aceita pela Câmara A estratégia de Paulo Guedes é dizer que, como a pandemia já foi mitigada, a população pode voltar a trabalhar, o mais precariamente possível, e um auxílio de R$600 já não mais necessário. A este senhor não é claro, como é para a imensa maioria de desempregados e informais, que R$600 jamais foram suficientes para sanar suas despesas mínimas de qualquer família. Além disso, não esqueçamos que milhares que tinha direito ao auxílio não o conseguiram, contando as muitas fraudes do sistema, imensos atrasos de análise e o fato de pessoas não terem como acessar o aplicativo ou agências da Caixa.

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Mais direitos cortados da previdência dos trabalhadores

Enquanto a população não tem hospitais, leitos de UTI, vendo se agravar a falta de testes e atendimento, Guedes acredita que o cenário é promissor, e propõe nova contribuição previdenciária: para ele, as demissões em massa geram melhores situações para as empresas gerarem “empregos”.

A nova proposta do ultra neoliberal Guedes é capitalizar a previdência, ou seja, ao contrário de empregador e trabalhador pagarem pela previdência deste último (modelo da repartição), é o trabalhador sozinho que vai arcar com os custos, descontados do salário, para se aposentar. Guedes, o “homem da economia”, diz que este novo regime será aplicado principalmente a jovens que nunca tiveram registro em carteira, alegando que vai gerar mais “empregos formais”.

Na verdade, a demagogia “carinhosa” de Guedes, que deseja um “bom futuro para os jovens”, significa que o governo Bolsonaro se aproveita de uma situação em que os empregos foram mais destruídos do que já vinham, agora pelo impacto econômico advindo da crise sanitária, para arrancar mais direitos dos trabalhadores informais e desempregados entregues a sobreviver com apenas 300 reais.




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