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Bolsonaro convoca jejum enquanto Eduardo Leite tira vale-alimentação dos professores do RS

Em entrevista para a rádio Jovem Pan nesta quarta (02) Bolsonaro disse que convocará um dia de jejum de todo o povo para o dia 05. Impressiona a crueldade desta fala em um momento em que milhões de brasileiros aguardam o recebimento do auxílio emergencial de apenas R$600 sancionado pelo governo. No mesmo dia da entrevista, no RS, diretores de escola participaram de uma web conferência onde o governo comunicou que durante a quarentena não pagará o vale-alimentação dos professores, que receberam a notícia pelos grupos de WhatsApp.

sexta-feira 3 de abril| Edição do dia

A seguinte mensagem foi envida aos professores e funcionários de escola:

“⚠️Bom dia colegas!
Acabamos de sair de uma web conferência com a coordenadoria.
❎ A Seduc informou que durante esse período de pandemia, como alguns já previam, não será pago vale-alimentação e nem vala-transporte. Estamos informando com antecedência para que possamos nos programar.”

Eduardo Leite tenta se diferenciar de Bolsonaro, mas na essência da sua política é muito semelhante. Ambos impõem que sejam os trabalhadores que paguem pela crise do coronavírus. Bolsonaro ataca os trabalhadores com a MP da morte, enquanto Eduardo Leite impõe a miséria aos educadores do estado. Em outra matéria aqui, denunciamos o caos da folha de pagamento das professoras após o pacote que acabou com o plano de carreira aprovado em janeiro.

É um absurdo inaceitável que, principalmente num período de pandemia em que as pessoas precisam se fortalecer para não adoecer, seja cortado o vale-alimentação dos trabalhadores. Ainda mais de uma categoria que teve um corte ilegal do ponto, confusão no cálculo de férias (sempre para menos, claro), salário congelado e parcelado há mais de 50 meses. Aqui também a política de Leite e Bolsonaro convergem pois enquanto o governo do RS deixava os professores sem vale alimentação, Bolsonaro convocava um jejum em entrevista para a rádio Jovem Pan. A declaração do presidente é especialmente cruel em um momento em que milhões de brasileiros aguardam receber o auxílio emergencial de R$600 sancionado pelo governo, que nem de longe é suficiente para o sustento das famílias, mas que precisa ser pago imediatamente.

É uma verdadeira política de fome em meio a pandemia de coronavírus. Tudo para manter os grandes sonegadores gaúchos intactos; manter as isenções fiscais bilionárias e as grandes fortunas gaúchas também intactas. Enquanto isso os gaúchos continuam sem testes suficientes e muitos casos ficam subnotificados. Muitos são os relatos de pessoas que procuram serviços de saúde com sintomas de COVID-19 e são mandadas para casa sem receber diagnóstico. O isolamento é irracional sem testes massivos e locais adequados de quarentena onde os trabalhadores infectados pudessem se nutrir e se fortalecer para aguentar esse período como a burguesia que se esconde em clubes de luxo e bunkers nesse momento. O que Bolsonaro e Leite querem é o contrário, proliferar a fome para salvar a classe dominante.

Precisamos dar um grito muito alto de “basta!”. Ainda que em isolamento podemos explorar todo o potencial da internet. É o que temos feito pela rede internacional de diários do qual o Esquerda Diário faz parte no Brasil. Fazemos um chamado a todos que tem acordo com nossa política e que querem fazer denúncias, ajudando a divulgar e contribuir fazendo parte dos comitês do esquerdadiario.com que estamos impulsionando.

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