Bolsonaro condena milhões à fome ao negar auxílio emergencial para outras categorias

Ainda que a ampliação do auxílio para pais soteiros e mães adolescentes tenham passado no Senado, Bolsonaro não pretende expandir o auxílio para mais setores vulneráveis.

segunda-feira 27 de abril| Edição do dia

O saque do auxílio emergencial começa a ser liberado hoje depois de um longo mês de espera, na qual vimos as maiores atrocidades por parte do governo e das empresas no que toca ao descaso em relação a vida dos trabalhadores. Muitos estão sendo demitidos e os que não foram, convivem com essa incerteza diariamente, enquanto todo o serviço público de saúde, cujo sucateamento se agravou durante os últimos anos, vem sofrendo com esse descaso a níveis extremos, através de um a crescente superlotação e de inúmeras denúncias envolvendo a falta de EPIs por parte desses funcionários. Algo bem conivente a política de Bolsonaro e diversos outros políticos, como Maia, Dória e Witzel desde que tomou posse, através de seus recorrentes planos de privatizações e ataques a servidores públicos.

Porém, num cenário de vários tensionamentos e disputas por dentro do regime, Bolsonaro se vê obrigado a partir para políticas demagógicas, enquanto segue com seus ataques para a classe trabalhadora. E esse caráter de política se atrela a suas insuficiências que são mantidas conscientemente pelo presidente, pra além de toda a sua linha negacionista que vem orientando suas ações.

Nos deparamos claramente com esse sentido através do benefício de míseros 600 reais dado para os trabalhadores autônomos e informais. Estes que não só demoraram para receber tal valor, como também estão passando por filas enormes arriscando suas vidas para recebê-lo. Não obstante já existem diversas queixas de pessoas que se inscreveram no programa desse benefício há muito tempo, mas que sequer conseguiram ter alguma conclusão por parte do governo para verem se tem acesso a ele ou não.

E mesmo nessas condições, o mesmo sequer pretende expandir esse benefício para outras categorias de trabalhadores que vem se arruinando diariamente conforme se alastra essa crise, como taxistas, pescadores, jovens com filhos e trabalhadores por aplicativo, e cuja responsabilidade de políticos como Bolsonaro vem aumentando a cada dia por criar as condições sanitárias para sofrermos por ela ou por sequer garantir demandas elementares como testes massivos ou que as empresas tenham licenças remuneradas para que os trabalhadores não tenham que arriscar suas vidas. Por isso não podemos confiar em setores como Bolsonaro e sua demagogia ultra-limitada. Só através da organização dos trabalhadores que podemos decidir os melhores rumos do futuro e garantirmos que ninguém tenha que se humilhar para receber misérias, como Bolsonaro propaga.




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