Política

ELEIÇÕES 2018

Bolsonaro cogita se aliar a condenado no mensalão em troca de mais espaço em 2018

quarta-feira 4 de outubro| Edição do dia

Saído do PSC em agosto Jair Bolsonaro, hoje com 16% das intenções de votos para 2018 na eleição para presidente, preferiu não se filiar ao novo Patriota, antigo Partido Ecológico Nacional (PEN), que alterou o nome para abrigar a candidatura reacionária de Bolsonaro.

Bolsonaro, condenado por racismo, que faz apologia aos estupros, é xenefobo e que não exita ao fazer seus discursos de ódio contra os LGBTS, por conselho de seus aliados deve esperar para tentar abrigo na legenda que aguarda registro Muda Brasil, do ex-deputado condenado no mensalão Valdemar da Costa Neto.

Bolsonaro que se diz saudosista dos tempos em que a ditadura "botou ordem" na corrupção (quando na verdade tinha toda a censura necessária para pratica-la livremente), agora aventa a possibilidade de filiar-se ao partido de um ficha suja, de um condenado. Não há escrúpulos para alçar a sua figura, abre mão inclusive de "princípios" (mentirosos) para se jogar no velho fisiologismo, fortalecido pela Reforma Política contra a esquerda, para ganhar algumas vantagens maiores em 2018.

Muda Brasil deve se ligar ao PR nas próximas eleições. Caso Bolsonaro espere para se filiar ao Muda Brasil teria assim pouco mais de 2 minutos de propaganda eleitoral. O senador Magno Malta do PR-ES deve sair como vice na chapa.

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O adiamento das negociações com o PEN, que estavam avançadas, incomoda o seu presidente Adilson Barroso, que prometeu acatar diversas exigências de Bolsonaro para que saísse em sua legenda. Ironizou a aproximação com o Valdemar da Costa Neto dizendo que "ninguém quer se filiar a quem anda de tornozeleira".

Ainda que a possível aliança com Muda Brasil e o PR tenha força entre aliados do deputado Bolsonaro, outros apoiadores rejeitam a ideia de aproximação com um partido tradicional.

Com seus discursos marcados pelo ódio contra negros, homossexuais, mulheres e imigrantes Bolsonaro afirma não fazer parte da casta política, mas nos meandros de sua pré-candidatura e seus privilégios como deputado Bolsonaro mostra que diferente do que afirma é mais um político da ordem, que quer avançar sobre a vida dos trabalhadores e dos setores oprimidos.




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