Política

BOLSONARO CHANTAGEIA NORDESTE

Bolsonaro chantageia nordeste e diz que só vai liberar verbas em troca de apoio político

Bolsonaro lança chantagem barata contra Nordeste, declarando que só irá negociar liberação de verbas caso apoiem seu governo. Caso contrário, não irá dialogar. Uma postura evidente de ataque ao nordeste e aos nordestinos que já mostraram forte repúdio ao seu governo.

terça-feira 6 de agosto| Edição do dia

Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira que para que os estados do nordeste obtenham verbas do governo federal, os governadores terão de se comprometer a apoiar seu governo: “...se eles quiserem realmente que isso tudo seja atendido, eles vão ter que falar que estão trabalhando com o presidente Jair Bolsonaro.”

O presidente segue com seu ódio irrestrito contra o nordeste e os nordestinos. Após ser flagrado referindo de forma odiosa aos nordestinos como “paraíbas” e dizendo que “não tem que ter nada” para o Maranhão, agora faz chantagem cobrando apoio político de uma região que o rechaçou amplamente nas eleições e nas ruas, como demonstraram os atos massivos dos dias 15 e 30 de maio.

Bolsonaro declarou: “O que eu quero desses respectivos governadores: não vou negar nada para esses estados, mas se eles quiserem realmente que isso tudo seja atendido, eles vão ter que falar que estão trabalhando com o presidente Jair Bolsonaro. Caso contrário, eu não vou ter conversas com eles, vamos divulgar obras junto a prefeituras”.

A chantagem vem em um momento em que o governo, moralizado com a aprovação da Reforma da Previdência no 1° turno na câmara, permitiu uma escalada no tom autoritário de suas declarações, como as declarações sobre o assassinato de Fernando Santa Cruz, negação do assassinato do cacique Emyra Wajãpi, facilitação do garimpo, tentativa de mudar a legislação sobre demarcação de terra indígenas. Também acompanhado recrudescimento do regime visto nos absurdos episódios da militante trans do PSOL sequestrada e torturada, ou da invasão da PM em uma reunião de mulheres do PSOL.

Esse autoritarismo está a serviço de impor uma vida cada vez mais miserável à classe trabalhadora e o povo oprimido, uma vida permeada pelas consequências das reformas trabalhista e da previdência, trabalhando até morrer em trabalhos precários. São medidas aplicadas pelos grandes empresários capitalistas para lucrarem ainda mais com nosso suor.

Entretanto, o nefasto plano de Bolsonaro e seus disparates autoritários não encontram oposição à altura nos governadores do PT e PCdoB no nordeste, que recentemente defenderam cessar o enfrentamento - ao governo de Bolsonaro, inclusive com o governador do Ceará, Camilo santana do PT, incentivando os parlamentares do estado a votarem a favor da Reforma da Previdência - de Bolsonaro a pedido de Rodrigo Maia. A busca por aparecer como setor democrático diante dos ataques de Bolsonaro na verdade encobre uma política de impedir com que a classe trabalhadora coloque todo seu peso junto à juventude para combater Bolsonaro nas ruas, e negociar com o centrão o nosso direito ao futuro. Tal estratégia se plasmou na traição ao dia de greve geral de 14 de Junho.

Para batalhamos contra o projeto super exploração dos trabalhadores e da juventude e de submissão ao imperialismo, que destroem as perspectivas de futuro com o desemprego massivo e miséria, precisamos batalhar para colocar toda a disposição de luta dos trabalhadores e da juventude que se se mostraram na realidade.

Veja também: Com anúncio do “Future-se” e novos cortes na educação qual a saída para juventude? -

É necessário fazer balanços consequentes das traições das burocracias sindicais e estudantis nos dias 15M, 30M e 14J, e a partir disso construir um pólo anti-burocrático nos organismos dos trabalhadores e estudantes, que impulsione a auto-organização, para que possamos, a partir de um plano de lutas, unificar a luta contra os ataques e colocar nas ruas a força dos trabalhadores e dos estudantes, contra a escalada autoritária de Bolsonaro, do Congresso e do Judiciário que querem nos fazer pagar pela crise.




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