POLÍTICA E RELIGIÃO

Bolsonaro chama Congresso a derrubar seu próprio veto ao perdão bilionário das dívidas das Igrejas

Em postagem na sua rede social, Bolsonaro se pronunciou na manhã de hoje (14) sobre as multas às Igrejas, que percorreu as redes na última semana por conta da aprovação no Congresso e no Senado que concedia perdão de R$ 1 bilhão às entidades religiosas.

segunda-feira 14 de setembro| Edição do dia

O projeto de anistia às Igrejas que contou com o aval da bancada evangélica e até de parlamentares PCdoB e alguns do PT, deveria ser sancionado ou não pelo presidente até sexta-feira (11). Bolsonaro não vetou por completo o projeto. Ele sancionou a isenção da contribuição previdenciária por parte das entidades religiosas e anulou multas anteriores a 2015 das mesmas, concedendo um importante benefício aos templos.

Atendendo a pressão de uma parte de seus eleitores, alguns setores da burguesia e também de Paulo Guedes, Bolsonaro vetou a parte do projeto que isentava as Igrejas de contribuírem sobre o Lucro Líquido (CSLL): “Contudo, por força do art. 113 do ADCT, do art. 116 da Lei de Diretrizes Orçamentárias e também da Responsabilidade Fiscal sou obrigado a vetar dispositivo que isentava as Igrejas da contribuição sobre o Lucro Líquido (CSLL), tudo para que eu evite um quase certo processo de impeachment.”

Porém, logo após o parágrafo justificando o veto, Bolsonaro acena positivamente à bancada da bíblia, chamando o Congresso a derrubar seu próprio veto e prometendo achar os meios para anistiar as Igrejas: “Confesso, caso fosse Deputado ou Senador, por ocasião da análise do veto que deve ocorrer até outubro, votaria pela derrubada do mesmo. No mais, via PEC a ser apresentada nessa semana, manifestaremos uma possível solução para estabelecer o alcance adequado para a imunidade das igrejas nas questões tributárias”.

Através do anúncio de uma PEC para beneficiar as Igrejas, Bolsonaro reafirma seu compromisso com a bancada religiosa enquanto a população brasileira amarga no desemprego e na fome, aprofundadas pelos ataques desse mesmo governo de Bolsonaro e Mourão.




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