Política

MILITARES CONTRA AS MULHERES

Bolsonaro busca aumentar controle sobre a vida das mulheres obrigando ao serviço militar

Uma provocação constantemente usada por reacionários lambe botas de militares contra o movimento feminista é de que as mulheres não tinham o serviço militar obrigatório e, portanto, possuíam privilégios. A provocação tornou-se política do governo Bolsonaro.

sábado 12 de setembro| Edição do dia

O ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, tornou público que um dos seus objetivos é tornar essa provocação um fato. Respondendo à uma YouTuber criança, disse que “o grande projeto da Defesa é o serviço militar obrigatório para mulheres”.

O governo Bolsonaro e os militares querem, a seu modo, dar uma resposta autoritária ao movimento de mulheres, avançando ainda mais no controle das vidas e dos corpos das mulheres, agora através do serviço obrigatório militar. O mesmo governo Bolsonaro que tomou medidas para dificultar o aborto em casos de estupro, após o escândalo envolvendo um menina que havia engravidado aos 10 anos por seu tio que constantemente a estuprava.

O serviço militar obrigatório é uma medida que se manteve mesmo com o fim da ditadura e que busca subordinar por um período de 1 ano milhares de jovens, principalmente negros e pobres, ao exército brasileiro, um espaço de imposição de ordens, trabalhos e uma disciplina à serviço do Estado capitalista e toda sua falsa moral e tradição burguesa e patriarcal.

Enquanto diversos casos de abusos com recrutas se tornam públicos, os generais das altas patentes foram privilegiados pela reforma da previdência dos militares e buscam enriquecer ainda mais a sua própria casta. O alistamento militar obrigatório não deve somente chegar às mulheres, como deve ser extinto em seu conjunto para homens também. Contra essa proposta provocativa do Governo Bolsonaro, é necessário defender direitos básicos para mulheres, como o aborto, legal, seguro e gratuito.




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